Arquitetura e Urbanismo - Teses - FAU Higienópolis

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  • Tese
    Processo de gestão de projetos de arquitetura: uma abordagem sistêmica, humanista e inclusiva
    Martins, Gabriela Souza Bastos (2024-02-26)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    A tese apresentada é a de que o processo de gestão e projetos de arquitetura se beneficia de um olhar humanista, inclusivo e sistêmico. É colocado como desejável um processo horizontal, aberto e inclusivo, que considere as questões humanas como um caminho possível para uma atuação ética, que impacte na elaboração de um produto de qualidade, criativo, contribuindo na possibilidade de uma arquitetura eficiente tanto pelo viés técnico, quanto poético e que sirva também à equipe do projeto, aos usuários e à cidade. Porém é notória a defasagem de conhecimento específico na literatura e na prática profissional sobre gestão de projetos para a Arquitetura, em relação a outras disciplinas que possuem práticas, pesquisas e métodos consolidados sobre o tema. O cenário atual da prática profissional do arquiteto é de uma gestão difusa e heterogênea. Buscando compreender esse contexto a tese se aproxima de conceituações normativas, de guias, de antropólogos e de filósofos onde se constata a centralidade do aspecto relacional da gestão. O trabalho apresenta um histórico sobre o tema com a evolução do pensamento científico e as influências do contexto político-econômico-social para embasar para uma análise crítica da norma ABNT NBR ISO 21500: Gerenciamento de projetos, programa e portfólio e seus derivados, o PMBOK 7, o Manifesto Ágil, o Scrum e o Design Thinking, que são métodos atualmente reconhecidos pelo mercado de outras profissões. Em um segundo momento a gestão e os processos são aproximados da arquitetura a partir da apresentação e análise de arquitetos e obras selecionadas e de produção teórica específica sobre o assunto. A pesquisa transcorre com uma abordagem conceitual e interdisciplinar, apresenta conceitos, histórico e análise crítica a partir de disciplinas das humanidades como filosofia, história, antropologia, psicologia, para além da arquitetura.
  • Tese
    Na rua: caminhar, parar, fotografar, postar
    Mendonça, Denise Xavier (2023-11-21)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    Considerando as profundas transformações provocadas pelo emprego de dispositivos tecnológicos que proporcionam alternativas à execução de tarefas sem a exigência de presença física, é razoável antever uma redução na necessidade de exposição do corpo em espaços públicos. Para aqueles que possuem acesso a essas opções sintéticas de presença, a manutenção da vivência física da cidade depende cada vez mais da opção por sua prática. Optar por permanecer e interagir em público passa a demandar esforços para que a experiência se torne cada vez mais atraente e instigante. Nesse sentido, para aqueles interessados em pensar a qualificação dos espaços públicos para promover uma maior permanência das pessoas, é fundamental compreender como a vida se adapta aos ambientes urbanos e de que maneira as pessoas utilizam ou deixam de utilizar as infraestruturas disponíveis na cidade. Valendo-se da profusão de fotografias produzidas e postadas diariamente nas redes sociais com foco no tema dos espaços públicos em São Paulo, foram coletadas imagens, no Instagram, utilizando a hashtag #fotograifaderuasp. Essas imagens foram organizadas em um banco de dados e analisadas com base em critérios desenvolvidos por essa pesquisa. A constituição de um método para a sistematização das fotos se mostrou produtiva, gerando dados quantitativos relevantes para a análise urbana. Entende-se, portanto, que a extração de dados a partir de fotografias tiradas por diversos autores, profissionais e amadores, como uma linguagem de reforço da experiência vivida, pode fornecer indícios interessantes sobre o cotidiano e as relações espaciais da cidade. Acredita-se que essas reflexões podem ampliar as possibilidades instrumentais para a compreensão dos aspectos intrínsecos da vitalidade urbana, ao mesmo tempo em que fornecem argumentos para a ação reescalonando as expectativas em relação ao potencial transformador de projetos urbanos.
  • Tese
    João e Odiléa: a arquitetura das casas do casal Toscano
    Ecker, Elisabeth Cristina do Amaral (2023-06-06)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    O objeto principal desta tese se constitui a partir da apresentação e da análise dos projetos residenciais elaborados por João Walter Toscano para sua família e o verdadeiro papel de Odiléa Helena Setti Toscano na concretização destes projetos. Para compreender as principais características das casas, julgou-se necessário investigar a formação do casal durante a década dos anos 1950, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, bem como a atuação profissional do casal. Buscou-se, dessa maneira, a possibilidade de comprovar uma das premissas desse trabalho, na qual acreditava-se possuir características particulares que qualificavam a obra de Toscano, embora ele fizesse parte do rol de arquitetos ligados ao Movimento Moderno. O trabalho evidenciou que muito dos conhecimentos adquiridos na sua formação foram aplicados em seus edifícios, entretanto, a presença de Odiléa também apresentou-se marcante, principalmente nos projetos residenciais realizados para a família, nos quais houve a possibilidade dela interferir não apenas como arquiteta, mas principalmente, como mulher que vivenciava as dinâmicas da casa e, mesmo num período que as mulheres eram silenciadas, ela, por meio da domesticidade, ocupou e adaptou essas casas criando uma atmosfera capaz de acomodar a família e transformar a casa em lar. Por fim, procurou-se pelo percurso estudado acerca das casas do casal, apontar as parcerias que existe nos projetos de João Walter Toscano, pela presença da companheira Odiléa.
  • Tese
    Entre os meus. envelhecer em comunidade (ageing in place) : uma abordagem multidimensional para arquitetura e urbanismo
    Nascimento, Mariana Alves da Silva do (2023-08-09)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    O envelhecimento populacional não é um fenômeno novo, mas as relações entre essa mudança demográfica e o meio urbano ainda são pouco conhecidas no Brasil. O ambiente, principalmente o bairro e a moradia, reconhecidamente tem grande importância para a pessoa que envelhece, agindo em sua percepção de bem-estar e qualidade de vida, pois as cidades oferecem oportunidades de acesso a serviços sociais e de saúde, cultura, apoio e socialização, embora desigualmente distribuídas. A familiaridade com o espaço, os laços afetivos e as relações sociais localmente estabelecidas contribuem para o envelhecer em comunidade, ou ageing in place. Amplamente estudado internacionalmente, o conceito diz respeito à capacidade de envelhecer em um local onde necessidades sejam atendidas, mantendo a autonomia e independência do indivíduo pelo maior tempo possível. Considerando a crescente proporção de pessoas idosas na população brasileira, envelhecer em comunidade coloca-se como tema relevante. Entretanto, ainda são poucas as pesquisas sobre o tema em nosso país. Questionou-se então: o que ageing in place significa? Quais condições o meio urbano deve oferecer para que alguém seja capaz de envelhecer em comunidade em um contexto local brasileiro? E como a prática em Arquitetura e Urbanismo pode responder às demandas de uma população cada vez mais velha e apoiar o envelhecimento em comunidade? A hipótese central desta tese de doutorado postulou que a efetivação do conceito de envelhecer em comunidade na prática de Arquitetura e Urbanismo é viabilizada pela adoção de uma abordagem integrada, que considera simultaneamente as dimensões física, social e psicológica. Esta perspectiva sugere que o desenvolvimento de planos, projetos, políticas e iniciativas que reconheçam a interrelação e multidimensionalidade dos processos envolvidos é crucial para o envelhecimento digno e ativo no contexto urbano. A pesquisa desenvolvida teve como objetivo geral investigar os principais aspectos sociais, físicos e psicológicos que compõem o conceito de ageing in place e contribuem para sua operacionalização na escala local. De caráter qualitativo, o estudo compreendeu e combinou pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas com pessoas maduras da comunidade e especialistas. Os resultados evidenciaram que a operacionalização do ageing in place envolve vários aspectos físicos, sociais e psicológicos a nível individual, residencial, comunitário, do bairro, da cidade e da sociedade como um todo, tais como senso de apego e identidade; adaptação da moradia; convívio e trocas sociais; equipamentos, serviços e comodidades próximos das residências; políticas de cuidado e habitação; infraestrutura urbana, entre outros. Também foi sugerido que o termo “envelhecer em comunidade” poderia ser adotado como equivalente em português a ageing in place. As dimensões e níveis de operação do conceito estão intrinsecamente ligadas, portanto, sua efetivação no meio urbano deve acontecer articulando estes elementos de forma conjunta para que os indivíduos sejam capazes de envelhecer em suas comunidades de forma digna e ativa. Espera-se que esta pesquisa colabore para ampliar o interesse e a inclusão do tema no campo da Arquitetura e Urbanismo contemporâneo, suscitando debates multidisciplinares e ampliando as fronteiras de atuação da Gerontologia Ambiental, contribuindo assim para cidades e comunidades mais favoráveis ao envelhecimento.
  • Tese
    As transformações dos espaços de comércio e as novas relações entre o espaço físico e o consumidor
    Pedrotti, Nayara Pires (2023-08-14)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    As recentes mudanças tecnológicas têm modificado a maneira de consumir, vender e produzir. Antes, para obter algo de desejo era necessário deslocar-se para adquirir as coisas; agora, as coisas chegam sem que haja necessariamente um deslocamento físico. Nesse sentido, a evolução tecnológica pode estar alterando as interações sociais, os estilos de vida, a experiência e a configuração dos espaços físicos de loja, além disso, após o cenário pós pandemia, os novos hábitos de consumo e comportamentos. É possível que o comércio tenha sido beneficiado pelas tecnologias digitais, pois permitiu que os produtos possam ser vendidos em maior escala, com mais lucratividade e menor custo. Por outro lado, sugere-se que a transformação imposta pelas novas tecnologias ao comércio, considerando que nos últimos anos, com a consolidação da conectividade plena e o crescimento do comércio online houve uma profunda alteração nos hábitos de consumo e, por consequência, na localização e na organização espacial das lojas de varejo, seria possível se observar que, neste momento, já é possível se perceber uma segunda transição, onde as lojas físicas passam por mais uma alteração, portanto, a transformação imposta pelas novas tecnologias ao comércio alteram o uso, materialidade, percepção sensível, cenário, layout, e estabelece novas relações entre o espaço físico e o consumidor. O problema de pesquisa se delineia a partir de dois questionamentos, entre eles: As tecnologias virtuais e comércio online estão transformando os espaços de comércio físico, sendo assim “como” estão se dando essas transformações e “quais” são as grandes alterações do espaço físico comercial derivadas de novas práticas de comércio virtual? O objetivo dessa pesquisa é compreender como estão se dando as transformações e quais as grandes alterações do espaço físico comercial derivadas de novas práticas de comércio virtual, devido ao descompasso entre os hábitos de consumo e as transformações efetivas nos espaços de comércio físico. Inicialmente o recorte do estudo iniciou no período que inicia a popularização da internet no Brasil, sendo este os anos 2000, até o ano que antecede a chegada da pandemia de Coronavírus no Brasil, ano de 2019, entretanto, ao longo da pesquisa e após o cenário da pandemia, obteve-se a sensibilidade em reconhecer que por obvio os espaços estavam se transformando, e então o trabalho teve a iniciativa e sensibilidade de estender o recorte para 2023, já que ouve um rearranjo dos novos comportamentos e hábitos de consumo. Acredita-se que o comércio sempre se transformou e não foi em função da pandemia que está se transformando, o que houve foi uma disrupção forçada e possivelmente um ponto de inflexão na curva de evolução e ascendência do comércio virtual sobre o comércio físico, que ficou ainda mais inclinada do que anteriormente. Portanto, o método utilizado para o desenvolvimento dessa pesquisa será “indutivo exploratório”, tendo em vista que se busca considerar o conhecimento baseado em experiência, assumindo de forma geral, pesquisas bibliográficas, coleta de dados, estudos de casos, análises críticas e observação dos fenômenos.