Arquitetura e Urbanismo - Teses - FAU Higienópolis

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  • Tese
    Projetos em concursos de Roberto Loeb: “entre a realidade e a utopia”
    Hajli, Sandra Maalouli (2024-04-18)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    O objeto desta tese, inserida na área de Projeto de Arquitetura com o apoio da FAU Mackenzie, são sete projetos de concurso não construídos de Roberto Loeb entre os anos de 1966 e 1992, preservados no acervo pessoal do arquiteto, muitos inéditos e não analisados no campo acadêmico. O objetivo consiste em analisar individual e comparativa esse conjunto de projetos com foco no sistema de circulação e identificar as características dos espaços de passagem, contribuindo para a leitura da obra de Roberto Loeb. A hipótese parte do pressuposto que o sistema de circulação é o elemento estruturador e gerador do partido arquitetônico de Loeb. A compreensão de como o arquiteto planeja e organiza os movimentos e trajetórias dentro de um espaço arquitetônico pode revelar aspectos funcionais, formais, espaciais e perceptivos, mas também a poética da sua arquitetura. A metodologia adotada envolveu a elaboração de modelagem 3D, animação e realidade virtual, proporcionando uma simulação imersiva do movimento no espaço-tempo, fundamental para o estudo e entendimento de projetos não construídos. Os resultados obtidos, após as análises e as sínteses realizadas, permitem afirmar que a partir da apreciação do sistema de circulação é possível identificar qualidades espaciais, formais e perceptivas decorrentes da valorização dos percursos, tanto nos espaços internos das edificações, como nos espaço entre as construções e na interação com o ambiente urbano circundante, proporcionando uma experiência sensível que integra elementos materiais e imateriais, realidade e utopia, promovendo o convívio e a liberdade das pessoas.
  • Tese
    Franjas metropolitanas rumo à resiliência no contexto da mudança climática. Caminhos de planejamento para a sub-bacia Juqueri-Cantareira (Região Metropolitana de São Paulo, Brasil) : Metropolitan fringes towards resilience in the context of climate change. Planning pathways for the Juqueri-Cantareira sub-basin (São Paulo Metropolitan Region, Brazil)
    Marques, Andresa Lêdo (2024-02-26)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    Esta Tese, fruto de um acordo de cotutela e dupla titulação entre a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Leibniz Universität Hannover, visa demonstrar que a integração das escalas de planejamento e a priorização do desenvolvimento sustentável em áreas de franjas metropolitanas são cruciais para a resiliência desses territórios face à mudança climática. Argumenta-se que a implementação de um novo modelo de governança para o planejamento urbano e regional em áreas metropolitanas é imperativa, conectando diferentes escalas e setores de planejamento e promovendo cooperação intermunicipal para desenvolver estratégias e intervenções urbanas que considerem especificidades locais sem ignorar implicações regionais. A hipótese é que diante dos desafios impostos pela mudança climática, a ausência de um processo de planejamento urbano que articule instrumentos regionais aliado a um modelo de governança multiescalar e intersetorial constitui o principal obstáculo para construir caminhos para o desenvolvimento sustentável e resiliente nas franjas metropolitanas de cidades brasileiras. Tendo como objeto de estudo a sub-bacia Juqueri-Cantareira, localizada na porção norte da Região Metropolitana de São Paulo, Brasil, a metodologia, incorpora a análise documental, entrevistas semiestruturadas, pesquisa de campo e dados georreferenciados. O trabalho está estruturado em quatro capítulos. O primeiro introduz conceitos relativos à mudança climática e resiliência socioecológica, tendo em vista a emergência de um paradigma ecológico e regenerativo no âmbito do planejamento urbano e regional. No segundo, examinam-se exemplos internacionais de três áreas metropolitanas (Barcelona, Paris, Medellín), extraem-se ensinamentos e princípios para o planejamento urbano e regional articulado à planos de mudança climática. O terceiro capítulo correlaciona a discussão teórica e os casos referenciais, culminando na criação de um método de análise de planos urbanos e regionais. No capítulo 4, focaliza-se a sub-bacia Juqueri-Cantareira; aplica-se o método de análise dos instrumentos de planejamento urbano e regional selecionados, de modo a comprovar a hipótese inicial. Os resultados demonstram que a questão climática e o conceito de resiliência ainda não foram substancialmente incorporados ao planejamento urbano e regional da região. Afere-se que as políticas climáticas urbanas existentes são embrionárias e se concentram na gestão de riscos, negligenciando a transformação territorial necessária. Os planos diretores locais corroboram com a expansão urbana e redução de áreas verdes. As políticas regionais apresentam lógicas setoriais e conflitantes entre proteção ambiental e projetos de infraestrutura atendendo a interesses regionais, sem necessariamente promover novas dinâmicas locais para o desenvolvimento sustentável. A conclusão articula e sintetiza o trabalho, demonstrando que o esforço metodológico adotado se beneficia da complexidade inerente à perspectiva de planejamento abordada e destaca a necessidade de desenvolver métodos focados na integração de múltiplas escalas e na incorporação de novos princípios de planejamento. As recomendações sugerem novos caminhos para o planejamento urbano e regional na sub-bacia do Juqueri-Cantareira, que podem ser replicados para outros contextos, desde que se respeite as especificidades locais. Recomenda-se a reestruturação da governança metropolitana, a criação de instituições responsáveis pela coordenação intermunicipal na escala da sub-bacia, o apoio ao planejamento urbano e regional incorporando dados climáticos e a implementação de projetos urbanos que orientem o desenvolvimento sustentável das franjas metropolitanas.
  • Tese
    Localização no programa minha casa minha vida: o processo de tomada de decisão e escolha locacional pela iniciativa privada
    Cunha, Anna Paula (2024-02-05)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    No processo de execução de um empreendimento habitacional, a primeira grande decisão tomada pelo promotor é a localização. A partir da localização ou da definição do terreno é que se iniciam as atividades de projeto e as análises de viabilidade econômica e financeira. Assumindo a habitação social como um produto do mercado imobiliário, a pesquisa procura entender e explicar o processo de sua localização tanto para conceber instrumentos de política urbana mais eficazes, quanto para operar programas habitacionais mais efetivos, colaborando dessa maneira para a construção de cidades mais justas e mais humanas. Os resultados quantitativos de produção habitacional obtidos no MCMV são expressivos em nível internacional. Entre 2009 e 2020, foram aplicados mais de R$ 553 bilhões em investimentos e foi contratada a produção de mais de 6,1 milhões de unidades habitacionais. Entretanto, parece permanecer a necessidade de melhor articular esse alcance massivo, realizado em proporções inéditas, com aspectos qualitativos que remetem à democratização das cidades. A pesquisa ousa colaborar nessa crítica com um olhar geral e distante pela perspectiva da temática localização. O MCMV suporta e garante materialidade ao percurso da pesquisa, que foi dividido em três momentos. No primeiro momento, a localização da habitação social é caracterizada por meio de evidências quantitativas (síntese de base de informações sobre empreendimentos), territoriais (mapas de localização esquemáticos e de densidade), normativas (relações com a legislação urbanística) e qualitativas (declarações de agentes que atuam no mercado de incorporações imobiliárias). O segundo momento, por meio da consolidação da análise das evidências, procura explicar o processo de tomada de decisões sobre a localização da habitação social pela iniciativa privada como consequência de um modelo de negócios que busca lucros e ganhos na produção habitacional pela quantidade e pela padronização. O terceiro momento questiona as limitações da abordagem racional inerente aos modelos de negócio e identifica outros três processos que influenciam a decisão de localização de empreendimentos habitacionais: os comportamentos viesados, o reconhecimento das “zonas vocacionadas” para moradia dos pobres e a tradição patrimonialista.
  • Tese
    Processo de gestão de projetos de arquitetura: uma abordagem sistêmica, humanista e inclusiva
    Martins, Gabriela Souza Bastos (2024-02-26)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    A tese apresentada é a de que o processo de gestão e projetos de arquitetura se beneficia de um olhar humanista, inclusivo e sistêmico. É colocado como desejável um processo horizontal, aberto e inclusivo, que considere as questões humanas como um caminho possível para uma atuação ética, que impacte na elaboração de um produto de qualidade, criativo, contribuindo na possibilidade de uma arquitetura eficiente tanto pelo viés técnico, quanto poético e que sirva também à equipe do projeto, aos usuários e à cidade. Porém é notória a defasagem de conhecimento específico na literatura e na prática profissional sobre gestão de projetos para a Arquitetura, em relação a outras disciplinas que possuem práticas, pesquisas e métodos consolidados sobre o tema. O cenário atual da prática profissional do arquiteto é de uma gestão difusa e heterogênea. Buscando compreender esse contexto a tese se aproxima de conceituações normativas, de guias, de antropólogos e de filósofos onde se constata a centralidade do aspecto relacional da gestão. O trabalho apresenta um histórico sobre o tema com a evolução do pensamento científico e as influências do contexto político-econômico-social para embasar para uma análise crítica da norma ABNT NBR ISO 21500: Gerenciamento de projetos, programa e portfólio e seus derivados, o PMBOK 7, o Manifesto Ágil, o Scrum e o Design Thinking, que são métodos atualmente reconhecidos pelo mercado de outras profissões. Em um segundo momento a gestão e os processos são aproximados da arquitetura a partir da apresentação e análise de arquitetos e obras selecionadas e de produção teórica específica sobre o assunto. A pesquisa transcorre com uma abordagem conceitual e interdisciplinar, apresenta conceitos, histórico e análise crítica a partir de disciplinas das humanidades como filosofia, história, antropologia, psicologia, para além da arquitetura.
  • Tese
    Na rua: caminhar, parar, fotografar, postar
    Mendonça, Denise Xavier (2023-11-21)

    Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

    Considerando as profundas transformações provocadas pelo emprego de dispositivos tecnológicos que proporcionam alternativas à execução de tarefas sem a exigência de presença física, é razoável antever uma redução na necessidade de exposição do corpo em espaços públicos. Para aqueles que possuem acesso a essas opções sintéticas de presença, a manutenção da vivência física da cidade depende cada vez mais da opção por sua prática. Optar por permanecer e interagir em público passa a demandar esforços para que a experiência se torne cada vez mais atraente e instigante. Nesse sentido, para aqueles interessados em pensar a qualificação dos espaços públicos para promover uma maior permanência das pessoas, é fundamental compreender como a vida se adapta aos ambientes urbanos e de que maneira as pessoas utilizam ou deixam de utilizar as infraestruturas disponíveis na cidade. Valendo-se da profusão de fotografias produzidas e postadas diariamente nas redes sociais com foco no tema dos espaços públicos em São Paulo, foram coletadas imagens, no Instagram, utilizando a hashtag #fotograifaderuasp. Essas imagens foram organizadas em um banco de dados e analisadas com base em critérios desenvolvidos por essa pesquisa. A constituição de um método para a sistematização das fotos se mostrou produtiva, gerando dados quantitativos relevantes para a análise urbana. Entende-se, portanto, que a extração de dados a partir de fotografias tiradas por diversos autores, profissionais e amadores, como uma linguagem de reforço da experiência vivida, pode fornecer indícios interessantes sobre o cotidiano e as relações espaciais da cidade. Acredita-se que essas reflexões podem ampliar as possibilidades instrumentais para a compreensão dos aspectos intrínsecos da vitalidade urbana, ao mesmo tempo em que fornecem argumentos para a ação reescalonando as expectativas em relação ao potencial transformador de projetos urbanos.