Perfil dos pacientes em terapia dialítica internados em um hospital de referência
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Tipo
TCC
Data de publicação
2022
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Lepinski, Kelly Caroline
Dombroski, Viviane
Dombroski, Viviane
Orientador
Romani, Rafael Fernandes
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Programa
Resumo
INTRODUÇÃO: A doença renal em estágio terminal tem se tornado um
importante agravo na saúde pública devido à elevada morbimortalidade. A perda
progressiva da filtração glomerular se associa a um conjunto extenso e complexo de
alterações fisiológicas que resultam em um grande número de complicações e
comorbidades. O início da terapia de substituição renal leva ao aumento na incidência
de complicações cardiovasculares, doença vascular periférica, além de alterações
sistêmicas, como desnutrição, hipertensão arterial e alterações imunológicas, já que
as respostas imunes celulares e humorais ficam suprimidas. OBJETIVOS: Identificar
as causas que levam à hospitalização de pacientes com DRET em terapia dialítica,
identificar a existência de outras comorbidades, as causas levaram a necessidade de
diálise, os principais medicamentos utilizados e o perfil dos pacientes que mais sofrem
hospitalização. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional, transversal e
retrospectivo envolvendo pacientes com DRET que realizam hemodiálise e diálise
peritoneal e internaram por complicações no Hospital Universitário Evangélico
Mackenzie. Pelo desenho do estudo, os pesquisadores solicitam dispensa do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Observou-se que a
maioria dos pacientes internados eram do sexo masculino 53,05%, com idade média
de 60,26 anos e permanecerem internados em média por 7,15 dias. Quanto às
comorbidades, a maioria dos pacientes apresentava HAS 79,85% e DM 42,89%,
fazendo uso principalmente de anti-hipertensivos 64,21%, BRA/IECA 51,78% e
quelante de fósforo 41,12%. As complicações que mais levaram aos internamentos
foram infecções 41,88%, problemas cardiovasculares 21,57%, complicações renais e
metabólicas 11,93%. O DM 40,36%, a GNC 4,06% foram as causas mais frequentes
da DRET, porém pela análise muitos casos foram indeterminados 30,96%. A
hemodiálise é a modalidade mais prevalente, sendo o cateter o acesso vascular mais
utilizado com 76,64% frente a fístula. Porém em relação aos óbitos eles foram maiores
em pacientes com fístula. CONCLUSÃO: O conhecimento da prevalência da DRET
no Brasil, as causas que levam as internações e o perfil dos pacientes são essenciais
para o estabelecimento de medidas de prevenção e de tratamento da doença, assim
como para subsidiar ações de promoção e prevenção pública de saúde.
Descrição
Palavras-chave
diálise , doença renal crônica , perfil epidemiológico