Avaliação da regurgitação paravalvar em pacientes submetidos ao implante valvar aórtico transcatéter (TAVI) via transapical
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Tipo
TCC
Data de publicação
2020
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Savaris, Lucas Demétrio
Maestri, Thiago Ceschin
Maestri, Thiago Ceschin
Orientador
Kubrusly, Luiz Fernando
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Programa
Resumo
Introdução: A regurgitação paravalvar é uma complicação comum em
pacientes submetidos ao implante valvar aórtico transcatéter (TAVI), o qual há
diferentes vias de acesso e próteses que podem resultar em desfechos clínicos
distintos. Objetivo: Avaliar qualitativamente e quantitativamente a presença de
regurgitação paravalvar em pacientes submetidos ao procedimento de implante valvar
aórtico transcatéter (TAVI) viatransapical em uma série de casos consecutivos de um
centro de cirurgia cardiovascular de Curitiba, experiência de 5 anos. Metodologia:
Estudo retrospectivo, transversal, observacional, realizado através de revisão de vinte
e oito prontuários de pacientes submetidos ao TAVI pela via transapical no serviço de
cirurgia cardíaca do Instituto do Coração de Curitiba (Incor Curitiba), durante o período
de janeiro de 2014 a junho de 2020. O presente estudo avaliou a presença e os
diferentes graus da regurgitação paravalvar (RPV), por meio de exames
ecocardiográficos feitos em cinco tempos diferentes, dos pacientes submetidos ao
TAVI pela via transapical que foram acompanhados em um período de até doze
meses. Resultados: Através da análise destes prontuários, foram levantados dados
relevantes para avaliação da regurgitação paravalvar nesses pacientes. A idade
média foi de 77,4 anos, sendo a maioria do sexo masculino. Quase a totalidade
possuíam valva nativa no momento da cirurgia. Já das patologias associadas a válvula
aórtica, uma modesta parte apresentava estenose aórtica moderada e uma grande
parte apresentava estenose grave, praticamente metade apresentava insuficiência
aórtica leve, alguns possuíam insuficiência moderada e grave, e poucos não
apresentavam qualquer tipo de insuficiência. Quanto a presença de RPV, na avaliação
ecocardiográfica no pós-operatório imediato, nenhum paciente apresentou RPV; no
eco após um mês apenas dois pacientes apresentaram RPV leve; no eco após dois
meses, cinco pacientes apresentaram RPV leve e um apresentou RPV moderada; na
avaliação após seis meses, seis pacientes apresentaram RPV leve, quatro
apresentaram RPV moderada; na avaliação após doze meses, sete pacientes
apresentaram RPV leve e quatro pacientes apresentaram RPV moderada. Ao final dos
doze meses, nenhum paciente apresentou RPV grave, não houve necessidade de
fazer intervenção com marcapasso em nenhum paciente e apenas um paciente
evoluiu com acidente vascular encefálico, porém decorrente de trauma. Ao final do
estudo, houve três óbitos em até 30 dias e um óbito em até 12 meses. Destes, dois
pacientes tiveram óbito por causa não cardíaca. Conclusão: A ausência de RPV
grave em nossa serie de casos (0,0% de 28 casos) nos permite concluir que o
procedimento transapical apresentou melhores resultados de regurgitação paravalvar
que aqueles publicados pela literatura nos acessos transfemorais. Ao final do estudo,
treze pacientes não apresentaram qualquer grau de RPV e onze pacientes
apresentaram RPV leve ( sete pacientes) e moderada (quatro pacientes).O implante
valvar aórtico via transcatéter (TAVI) pela via transapical, em nossa série mostrou-se
ser uma técnica segura com menor número de RPV graves ao se comparar com a
literatura.
Descrição
Palavras-chave
Estenose aórtica , Insuficiência aórtica , Implante valvar , Regurgitação