Qualidade de vida tardia de receptores de rim de doador vivo e falecido
Tipo
TCC
Data de publicação
2022
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Camargo, Pedro Henrique Haisi Amaral
Kimura, Renata Namie Yoshioka
Kimura, Renata Namie Yoshioka
Orientador
Jaworski, Paulo Eduardo Dietrich
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Programa
Resumo
Introdução: Qualidade de vida é um tema relevante para a sociedade, visto que hoje há maior visibilidade e estímulo para o envelhecimento saudável. É um assunto cada vez mais importante devido ao aumento global da expectativa de vida populacional e, consequentemente, aumento dos portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a doença renal crônica (DRC). O tratamento de escolha da DRC terminal é o transplante renal, realizado por meio de um doador vivo ou falecido, segundo a legislação vigente brasileira. São escassos os dados na literatura sobre a comparação da qualidade de vida a longo prazo dos pacientes transplantados e a correlação deste dado com a origem do enxerto (doador vivo ou falecido). Objetivos: Analisar a qualidade de vida dos pacientes que se submeteram a transplante de rim de doador vivo e doador falecido antes de 2012 no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Métodos: Este é um estudo transversal observacional. Foram selecionados pacientes submetidos a transplante renal até 2012, sendo a amostra composta por 24 pacientes do sexo feminino, 53,5% de DV e 61,5% de DF e 19 do sexo masculino, com 46,5% de DV e 38,5% de DF. Foi aplicado o questionário Short-Form-36 para qualidade de vida foi aplicado. Os dados foram tabulados em excel e analisados estatisticamente. Resultados: Pacientes com DF apresentaram 39 meses a mais de diálise (p=0,017) e maiores níveis medianos de creatinina na primeira semana do que o grupo de DV (D1: p=0,001; D3 e D7: p<0,001) com maior decaimento mensal (-0,011) ao longo dos 8 anos de TR (p< 0,001) e menores níveis de creatinina em sétimo e oitavo ano (respectivamente p=0,008; p=0,037). Em relação ao SF-36, o único domínio estatisticamente significante foi “Saúde Mental”, com melhores dados no grupo DF (0,008). Conclusão: Na amostra analisada, a QV de pacientes transplantados por DV e DF não apresentou diferença significativa, exceto no domínio “Saúde mental”, melhor em DF. Achados de creatinina na população estudada foram melhores no sétimo e oitavo ano em DF, com taxas maiores iniciais na primeira semana pós TR, apontando decaimento ao longo do tempo no grupo DF.
Descrição
Palavras-chave
qualidade de vida , transplante de rim , transplante de órgãos , doadores vivos , cadáver , falência renal crônica