A polifarmácia e sua influência na adesão ao tratamento da artrite reumatóide

dc.contributor.advisorSkare, Thelma Larocca
dc.contributor.authorMakiyama, Jaqueline Sayuri
dc.contributor.authorLaurani, Lucas André
dc.date.accessioned2021-03-24T20:55:47Z
dc.date.available2021-03-24T20:55:47Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstractRESUMO Introdução : A artrite reumatoide é uma doença inflamatória sistêmica e autoimune que apresenta prevalência mundial de 0,4 a 1,9% e brasileira de 0,2 a 1%. O tratamento da doença inclui medidas farmacológicas e não farmacológicas, que vem sofrendo mudanças na estratégia terapêutica, principalmente em relação ao arsenal medicamentoso. É sabido que o sistema e a equipe de saúde, a condição do paciente e a terapia têm grande influência na adesão ao tratamento de qualquer doença, fazendo com que esse tema seja prioridade na questão pública e assunto relevante para grandes debates. No tocante a doenças reumáticas, a adesão ao tratamento é fundamental e fortemente discutida, já que se utilizam medicamentos que influenciam no curso da doença, bem como na sua progressão, melhorando os resultados funcionais a longo prazo. Objetivos : Identificar a influência da polifarmácia e de fatores relacionados ao paciente na adesão ao tratamento da artrite reumatóide. Métodos : Estudo prospectivo, observacional e transversal realizado com 190 pacientes no Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário Mackenzie com diagnóstico de AR. Os pacientes foram questionados sobre dados epidemiológicos, tratamento atual da doença reumática e comorbidades, adesão de tratamento (aplicação do questionário de Morisky-Green-Levine) e escala de depressão (CES - D). Resultados : Foram estudados 190 pacientes (160 mulheres, com escolaridade média de 8 anos de estudo formal e tempo de AR mediano de 10 anos). O número mediano de tipo de medicamentos foi de 6, o número mediano de comprimidos ingeridos/dia foi de 7 e o número mediano de tomadas de 2. Cerca de 50 (26.3%) pacientes usavam medicamentos com intervalos não diários. Nesta amostra: 55 (28,9 %) se mostraram aderentes; 105 (55,3%) moderadamente aderentes e 30 (15,8 %) com baixa aderência. As variáveis associadas com baixa aderência foram: menor idade (p= 0,04); sexo feminino (p= 0,03); menor número de tipos de medicamentos de uso contínuo (p= 0,05) e depressão (p= 0,001). Não influíram na aderência: etnia, estado civil, número de comorbidades associadas, anos de estudo, número de tomadas de medicamento por dia, número de comprimidos tomados diariamente, 7 presença de cuidador, uso de medicamentos contínuos porém não diários, tempo de doença em anos e número de pessoas que habitam a residência (todos com p= ns). Conclusão : Menos de um terço dos pacientes de AR tem boa aderência ao tratamento. Os resultados demonstram que a polifarmácia tem uma influência positiva quanto a adesão ao tratamento, porém a sintomatologia depressiva, idade mais jovem e sexo feminino mostraram ter impacto negativo nessa questão.pt_BR
dc.identifier.urihttp://dspace.mackenzie.br/handle/10899/27995
dc.publisherUniversidade Presbiteriana Mackenziept_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectArtrite reumatóidept_BR
dc.subjectInterações medicamentosaspt_BR
dc.subjectDepressãopt_BR
dc.titleA polifarmácia e sua influência na adesão ao tratamento da artrite reumatóidept_BR
dc.typeTCCpt_BR
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