A polifarmácia e sua influência na adesão ao tratamento da artrite reumatóide
Carregando...
Tipo
TCC
Data de publicação
2020
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Makiyama, Jaqueline Sayuri
Laurani, Lucas André
Laurani, Lucas André
Orientador
Skare, Thelma Larocca
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Programa
Resumo
RESUMO
Introdução : A artrite reumatoide é uma doença inflamatória sistêmica e autoimune
que apresenta prevalência mundial de 0,4 a 1,9% e brasileira de 0,2 a 1%. O
tratamento da doença inclui medidas farmacológicas e não farmacológicas, que vem
sofrendo mudanças na estratégia terapêutica, principalmente em relação ao arsenal
medicamentoso. É sabido que o sistema e a equipe de saúde, a condição do
paciente e a terapia têm grande influência na adesão ao tratamento de qualquer
doença, fazendo com que esse tema seja prioridade na questão pública e assunto
relevante para grandes debates. No tocante a doenças reumáticas, a adesão ao
tratamento é fundamental e fortemente discutida, já que se utilizam medicamentos
que influenciam no curso da doença, bem como na sua progressão, melhorando os
resultados funcionais a longo prazo. Objetivos : Identificar a influência da
polifarmácia e de fatores relacionados ao paciente na adesão ao tratamento da
artrite reumatóide. Métodos : Estudo prospectivo, observacional e transversal
realizado com 190 pacientes no Ambulatório de Reumatologia do Hospital
Universitário Mackenzie com diagnóstico de AR. Os pacientes foram questionados
sobre dados epidemiológicos, tratamento atual da doença reumática e
comorbidades, adesão de tratamento (aplicação do questionário de
Morisky-Green-Levine) e escala de depressão (CES - D). Resultados : Foram
estudados 190 pacientes (160 mulheres, com escolaridade média de 8 anos de
estudo formal e tempo de AR mediano de 10 anos). O número mediano de tipo de
medicamentos foi de 6, o número mediano de comprimidos ingeridos/dia foi de 7 e o
número mediano de tomadas de 2. Cerca de 50 (26.3%) pacientes usavam
medicamentos com intervalos não diários. Nesta amostra: 55 (28,9 %) se mostraram
aderentes; 105 (55,3%) moderadamente aderentes e 30 (15,8 %) com baixa
aderência. As variáveis associadas com baixa aderência foram: menor idade (p=
0,04); sexo feminino (p= 0,03); menor número de tipos de medicamentos de uso
contínuo (p= 0,05) e depressão (p= 0,001). Não influíram na aderência: etnia,
estado civil, número de comorbidades associadas, anos de estudo, número de
tomadas de medicamento por dia, número de comprimidos tomados diariamente,
7
presença de cuidador, uso de medicamentos contínuos porém não diários, tempo de
doença em anos e número de pessoas que habitam a residência (todos com p= ns).
Conclusão : Menos de um terço dos pacientes de AR tem boa aderência ao
tratamento. Os resultados demonstram que a polifarmácia tem uma influência
positiva quanto a adesão ao tratamento, porém a sintomatologia depressiva, idade
mais jovem e sexo feminino mostraram ter impacto negativo nessa questão.
Descrição
Palavras-chave
Artrite reumatóide , Interações medicamentosas , Depressão