Reconhecimento facial e inteligência artificial: um estudo de caso sobre o racismo estrutural e suas consequências dentro do processo penal
Carregando...
Tipo
TCC
Data de publicação
2023-12
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Attanasio, Maria Julia Santos
Orientador
Brito, Alexis Augusto Couto de
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Programa
Resumo
O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) propõe uma análise crítica do
Projeto de Lei Nº 3.069/22, que versa sobre o uso da tecnologia de reconhecimento facial
automatizado no âmbito das forças de segurança pública. Este projeto de lei, em sua forma
atual, busca implementar o uso extensivo da tecnologia em atividades de policiamento e
segurança. A principal crítica apresentada neste trabalho concentra-se na preocupação de que a
aplicação indiscriminada do reconhecimento facial automatizado pode causar impactos
desproporcionais na população negra. Pesquisas demonstram que os sistemas de inteligência
artificial utilizados para o reconhecimento facial frequentemente apresentam viés racial, tendo
dificuldades em identificar com precisão traços faciais associados a pessoas de pele mais escura.
Isso levanta sérias preocupações sobre a potencial discriminação e injustiça racial que podem
surgir a partir da implementação desse projeto de lei. O estudo aborda a necessidade de políticas
públicas que garantam a equidade e a justiça na aplicação da tecnologia de reconhecimento
facial, incluindo a revisão e aprimoramento do projeto de lei em questão. Além disso, são
discutidas alternativas e salvaguardas que podem ser implementadas para mitigar o impacto
desproporcional da tecnologia nas comunidades negras, como auditorias regulares, treinamento
dos operadores, e a promoção de tecnologias de reconhecimento facial mais precisas e
equitativas. O estudo também apresenta uma revisão crítica da literatura sobre o uso da
tecnologia de reconhecimento facial em aplicação policial e suas implicações sociais, éticas e
legais. Ao final, propõe recomendações para aprimorar a legislação em questão, visando
garantir o respeito aos direitos e à dignidade de todos os cidadãos, independentemente de sua
origem étnica.
This research proposes a critical analysis of draft law Nº. 3.069/22, which deals with the use of automated facial recognition technology within the scope of public security forces. This draft law, in its current form, seeks to implement the extensive use of this technology in policing and security activities. The main criticism presented in this work focuses on the concern that the indiscriminate application of automated facial recognition could have a disproportionate impact on the black population. Research has shown that artificial intelligence systems used for facial recognition often have a racial bias, with difficulties in accurately identifying facial features associated with darker-skinned people. This raises serious concerns about the potential discrimination and racial injustice that could arise from the implementation of this bill. The study addresses the need for public policies that ensure equity and fairness in the application of facial recognition technology, including the review and improvement of the bill in question. In addition, it discusses alternatives and safeguards that can be implemented to mitigate the disproportionate impact of the technology on black communities, such as regular audits, operator training, and the promotion of more accurate and equitable facial recognition technologies. The research also presents a critical review of the literature on the use of facial recognition technology in police applications and its social, ethical and legal implications. Finally, it proposes recommendations for improving the legislation in question, with a view to guaranteeing respect for the rights and dignity of all citizens, regardless of their ethnic origin.
This research proposes a critical analysis of draft law Nº. 3.069/22, which deals with the use of automated facial recognition technology within the scope of public security forces. This draft law, in its current form, seeks to implement the extensive use of this technology in policing and security activities. The main criticism presented in this work focuses on the concern that the indiscriminate application of automated facial recognition could have a disproportionate impact on the black population. Research has shown that artificial intelligence systems used for facial recognition often have a racial bias, with difficulties in accurately identifying facial features associated with darker-skinned people. This raises serious concerns about the potential discrimination and racial injustice that could arise from the implementation of this bill. The study addresses the need for public policies that ensure equity and fairness in the application of facial recognition technology, including the review and improvement of the bill in question. In addition, it discusses alternatives and safeguards that can be implemented to mitigate the disproportionate impact of the technology on black communities, such as regular audits, operator training, and the promotion of more accurate and equitable facial recognition technologies. The research also presents a critical review of the literature on the use of facial recognition technology in police applications and its social, ethical and legal implications. Finally, it proposes recommendations for improving the legislation in question, with a view to guaranteeing respect for the rights and dignity of all citizens, regardless of their ethnic origin.
Descrição
Palavras-chave
projeto de lei , racismo estrutural , inteligência artificial , políticas públicas , structural racism , artificial intelligence , public policies , facial recognition