Prevenção cardiovascular prévia no diabético admitido em unidade coronariana - Uma avaliação segundo a diretriz brasileira de prevenção de doenças cardiovasculares no paciente diabético de 2017
Tipo
TCC
Data de publicação
2022
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Guerra, Isabela
Schmitz, Raul Felipe Menjom de Oliveira
Schmitz, Raul Felipe Menjom de Oliveira
Orientador
Zella, Maria Augusta Karas
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Programa
Resumo
Introdução: Diabetes mellitus (DM) é uma doença sistêmica associada à dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica, estados pró-trombóticos e pró-inflamatórios, aumento da gordura abdominal, além de alterações do metabolismo celular do coração. O descontrole glicêmico favorece o aparecimento de distúrbios micro e macrovasculares. Aproximadamente metade dos pacientes que passam por internamento em Unidades Coronarianas (UC) possuem como comorbidade o DM. A estratificação do risco CV torna-se importante nesses pacientes durante o seguimento clínico-ambulatorial, assim como a administração de drogas cardioprotetoras para prevenção da doença cardiovascular nessa população. Objetivos: Avaliar se os pacientes internados em Unidade Coronariana (UC) estão devidamente estratificados para Risco Cardiovascular e recendo manejo adequado para o controle de suas alterações metabólicas. Metodologia: Estudo transversal retrospectivo, com análise de prontuários de pacientes com entrada em Unidade Coronariana (UC) do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) no período de janeiro de 2019 a agosto de 2021. Resultados: Foram analisados 1020 prontuários e selecionados 45 pacientes portadores de DM, média etária de 65,53 anos, maioria do sexo masculino (75%). Cerca de 8,89% apresentaram a anotação da retinopatia diabética, e 6,67% neuropatia autonômica cardiovascular, proteinúria positiva esteve presente em 15,56% dos pacientes, 60,61% dos pacientes apresentavam dosagem de HDL colesterol abaixo 40 mg/dl. Dados clínicos relacionados ao tempo de diagnóstico de diabetes, histórico familiar de DAC prematura, presença de placa em região carotídea, escore de cálcio coronariano, angiotomografia coronariana pesquisa do índice tornozelo-braquial não foram encontrados nos prontuários avaliados. Na avaliação da prescrição em uso domiciliar foram levantadas medicações de uso contínuo relacionadas ao tratamento da doença cardiovascular e ao diabetes. A prescrição de estatina foi encontrada em 23 pacientes (51,11%). Não há diferença significativa entre os grupos Tratado e Não Tratado quanto à Idade, aos Dados Clínicos e aos laboratoriais. O LDL colesterol dosado nos pacientes revascularizados e pacientes com SCA na admissão estava fora da meta prescrita pela diretriz e . 38 % deles não estavam fazendo uso de estatina no domicílio. Conclusão: a maioria dos pacientes tinha estratificação do seu risco cardiovascular, mas apesar do acompanhamento, os pacientes não recebiam o tratamento adequado.
Descrição
Palavras-chave
diabetes mellitus , fatores de risco de doenças cardíacas , hdl - colesterol , hipertensão , metabolismo , comorbidade