Causas de síndrome colestática em pacientes de UTI neonatal

dc.contributor.advisorCruz, Aristides Schier da
dc.contributor.authorFlach, Julia Maria
dc.contributor.authorMenon, Luís Eduardo
dc.date.accessioned2023-05-29T20:44:37Z
dc.date.available2023-05-29T20:44:37Z
dc.date.issued2022
dc.description.abstractIntrodução: A síndrome colestática ocorre por uma diminuição ou interrupção do fluxo biliar normal para o duodeno, por uma obstrução da árvore biliar (intra ou extra-hepática) ou por uma alteração funcional do hepatócito. Possui muitas causas. Sua ocorrência é até hoje pouco avaliada e conhecida em recém-nascidos de risco, internados em UTI neonatal, e, assim, as pesquisas predominam em lactentes e crianças que frequentam ambulatório especializado. O perfil de causas parece ser bem diferente nas duas situações. Objetivos: Avaliar e descrever as incidências das diferentes causas da síndrome colestática em recém-nascidos em uma grande UTI neonatal, e os fatores de risco para sua ocorrência. Métodos: Estudo prospectivo transversal com avaliação de prontuários dos recém-nascidos portadores de síndrome colestática após a alta da UTI neonatal do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. O critério diagnóstico foi bilirrubina direta maior ou igual a 1,0mg/dL. Resultados: Dos 590 recém-nascidos que precisaram ficar internados na UTI neonatal nos 10 meses de estudo, 63 (10,7% - IC95% 8,2 a 13,2%) desenvolveram síndrome colestática. Desses 63% eram masculinos, 73% prematuros, 25% prematuros de 32 semanas ou menos. A idade de início da colestase foi menor ou igual a 5 dias em 75% dos casos. As causas da colestase nos 63 pacientes foram: colestase multifatorial (45 casos), pós-hemolítica (9), sífilis (5), hipotireoidismo (3), atresia de vias biliares (1). Os fatores de risco mais associados à colestase multifatorial foram nutrição parenteral, prematuridade, antibioticoterapia e infecção. Dos 63 pacientes, 3 foram a óbito, 1 foi transferido para outro hospital, e 59 obtiveram alta, dos quais a colestase ainda estava presente em 23 pacientes (39%). O tempo de internamento variou de 2 a 146 dias, com mediana de 23 dias. Ao comparar pacientes com bilirrubina direta menor que 2,0mg/dL, os pacientes com bilirrubina direta maior ou igual a 2,0mg/dL tiveram valores significativamente mais altos de bilirrubina total (p=0,0009), TGO (p<0,0001), TGP (p<0,0001), GGT (p=0,0003), FA (p=0,0273), maior tempo de internamento (p=0,0047) e maior probabilidade de alta hospitalar ainda com colestase (p=0,0452). Os dois grupos não diferiram significativamente quanto às características de nascimento e perfil de causas da colestase. Com exceção do paciente que após a alta foi diagnosticado com atresia de vias biliares, a colestase foi transitória na grande maioria dos pacientes, mesmo após a alta hospitalar. Conclusão: A causa predominante de síndrome colestática em recém-nascidos de risco internados em UTI neonatal é a colestase multifatorial, associada a diversos agravos clínicos. A síndrome colestática observada nos recém-nascidos de UTI neonatal, diferente do perfil de causas de pacientes ambulatoriais, é geralmente transitória, porém sua investigação e acompanhamento é fundamental, já que alguns pacientes podem ser portadores de doença crônica permanente.pt_BR
dc.identifier.urihttps://dspace.mackenzie.br/handle/10899/32767
dc.publisherUniversidade Presbiteriana Mackenziept_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectcolestasept_BR
dc.subjectunidades de terapia intensivapt_BR
dc.subjectneonatologiapt_BR
dc.titleCausas de síndrome colestática em pacientes de UTI neonatalpt_BR
dc.typeTCCpt_BR
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