Avaliação da qualidade de sono em pacientes menopausadas com fibromialgia
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Tipo
TCC
Data de publicação
2020
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Costa, Eloise Haydeê Ferreira da
Orientador
Nisihara, Renato Mitsunori
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Programa
Resumo
RESUMO
A Fibromialgia (FM), é uma doença reumática caracterizada por dor crônica generalizada,
fadiga, problemas cognitivos e distúrbios do sono, sendo que esse último acomete mais de
90% dos pacientes. Segundo estudos, a baixa qualidade de sono pode agravar os sintomas
da FM e alguns autores sugerem que a FM seria responsável por uma piora na qualidade
de sono das pacientes e a menopausa levaria a um agravamento dos sintomas da FM,
estabelecendo um ciclo vicioso de dor, disfunção de sono e alteração de humor. O presente
estudo teve como objetivo geral avaliar a qualidade de sono das pacientes com FM
menopausadas atendidas no ambulatório do Hospital Evangélico Mackenzie de Curitiba
(HUEM) e correlacionar com a atividade da FM. Adicionalmente avaliar se o IMC e os
demais dados clínicos e sócio demográficos interferem na qualidade do sono. Este estudo
transversal analítico avaliou 60 pacientes, sendo 30 pacientes com FM e 30 controles
saudáveis, todas menopausadas. As pacientes responderam aos questionários para avaliar
a qualidade de sono (PSQI), impacto da FM (FIQ) e o de agravamento dos sintomas (EGF).
Foram coletados dados sobre uso de medicamentos, IMC entre outros dados clinicodemográficos.
Os dados obtidos indicaram que as pacientes com FM possuem uma pior
qualidade de sono quando comparadas às pacientes do grupo controle (p=0,042). O IMC
não interferiu de forma significativa na qualidade de sono de ambos os grupos de pacientes
(p=0,92); também não interfere na gravidade da FM (p=0,72). Variáveis: escolaridade (p=
0,35), renda (p=0,42), atividade física (p=0,60), uso de tabaco (p=0,82) e álcool (p=0,72)
não influenciaram significativamente a qualidade de sono. Observou-se correlação
significativa entre a qualidade de sono (PSQI) e a atividade da FM, quando avaliados pelo
FIQ (p=0,0009; r=0,57) e pelos escores do EGF (p=0,0002; r=0,63), indicando que quando
qualidade de sono melhora, a atividade da doença diminui. Conclui-se que as pacientes
com FM menopausadas possuem uma pior qualidade de sono. Há uma correlação
inversamente proporcional significativa entre o sono e a atividade da FM. IMC,
escolaridade, renda, atividade física, uso de tabaco e álcool não influenciaram a qualidade
de sono ou na gravidade da FM.
Descrição
Palavras-chave
Fibromialgia , Menopausa , Distúrbios do início e da manutenção do sono