Campos de experiência : o processo de implementação do arranjo curricular proposto pela BNCC para a educação infantil

dc.contributor.advisorVieira, Marili Moreira da Silva
dc.contributor.authorLadeia, Dislene Mercia Oliveira Sousa
dc.date.accessioned2023-10-18T13:25:55Z
dc.date.available2023-10-18T13:25:55Z
dc.date.issued2023-08-14
dc.description.abstractDiante do cenário educacional brasileiro, em que houve a homologação de uma Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil, em dezembro de 2017, e a determinação do início de 2020 como o prazo final para adequação dos currículos das instituições, defini como propósito pessoal buscar a compreensão do processo de implementação do currículo organizado por campos de experiência nas escolas que atendem a crianças de 4 a 5 anos. Recorri, assim, à pesquisa bibliográfica e à realização de entrevistas com três coordenadoras pedagógicas da rede pública de ensino com intuito de responder à questão: Como os coordenadores pedagógicos da Educação Infantil percebem o processo de implementação da BNCC em suas unidades escolares? Para melhor compreensão do tema, busquei referencial teórico pautado nos documentos do Ministério da Educação que se referem à Educação Infantil e registram o percurso de construção da identidade dessa modalidade de ensino, como a Lei de Diretrizes e Base (Lei 9394/1996), Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil (1998), Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (1999, 2009), Base Nacional Comum Curricular (2017), entre outros, e autores, como Sonia Kramer (2011, 2013), Monique Deheinzelin (1994, 2018), Júlia Oliveira-Formosinho (2007), Tizuko Kishimoto (2007), Zilma Oliveira (2000, 2010, 2012, 2018), Maria Carmem Barbosa (2006, 2008, 2009) e Paulo Fochi (2017). Concluí que a modificação do arranjo curricular é muito mais profunda do que a alteração burocrática do documento, por envolver mudanças que rejeitam a proposta de antecipação da escolarização, assim como refutam a crença de que a criança aprende espontaneamente o que precisa nessa faixa etária. Ideias que, embora divergentes, estão latentes nas práticas pedagógicas desse segmento. O descompasso entre o vivido no interior da escola e o que está escrito nos documentos oficiais se faz presente, assim como a divergência de concepções que faz com que alguns professores consigam desenvolver práticas que consideram os princípios do trabalho por campos de experiência, enquanto outros, não. Nesse contexto, a formação continuada em serviço promove avanços quando favorece a postura ativa e investigativa dos professores refletindo sobre as práticas pedagógicas à luz de teorias. Fica evidente a necessidade de discussão, reflexão e avanço em relação às concepções de criança, professor, escola e aprendizagem que determinam o fazer docente. No entanto, para a implementação efetiva, há necessidade de engajamento do poder público e das universidades uma vez que, para além do que é formação em serviço, há barreiras estruturais em relação ao número de crianças por turma, rotinas escolares, formação inicial e continuada, carência de espaços e materiais e insuficiência de funcionários, o que inevitavelmente interfere nesse processo.
dc.description.sponsorshipIPM - Instituto Presbiteriano Mackenzie
dc.identifier.urihttps://dspace.mackenzie.br/handle/10899/33610
dc.language.isopt_BR
dc.publisherUniversidade Presbiteriana Mackenzie
dc.subjectbase nacional comum curricular
dc.subjectcurrículo na educação infantil
dc.subjectcampos de experiência
dc.titleCampos de experiência : o processo de implementação do arranjo curricular proposto pela BNCC para a educação infantil
dc.typeDissertação
local.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3317058339527444
local.contributor.advisorOrcidhttps://orcid.org/0000-0002-8472-8212
local.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5862121598709414
local.contributor.board1Andrade, Maria de Fátima Ramos de
local.contributor.board1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2272192785424412
local.contributor.board1Orcidhttps://orcid.org/0000-0003-4945-8752
local.contributor.board2Freitas, Marilce Ivama de
local.contributor.board2Latteshttp://lattes.cnpq.br/4176470144851026
local.contributor.board2Orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0832-5323
local.description.abstractenFaced with the Brazilian educational scenario that includes the approval of a National Common Curricular Base for Early Childhood Education in December 2017 and, the beginning of 2020, as the deadline for adapting the curricula of the institutions, I set out to seek to understand the process of implementation of the curriculum organized by fields of experience in schools serving children aged 4 to 5 years. Thus, I resorted to bibliographical research and interviews with three pedagogical coordinators from the public school network in order to answer the question: How do pedagogical coordinators of Early Childhood Education perceive the process of implementing the BNCC in their school units? For a better understanding of the theme, I sought a theoretical framework that was based on the documents of the Ministry of Education that refer to Early Childhood Education and record the path of construction of the identity of this teaching modality as Lei de Diretrizes e Base (Lei 9394/1996), Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil (1998), Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (1999, 2009), Base Nacional Comum Curricular (2017), among others, and authors, such as Sonia Kramer (2011, 2013), Monique Deheinzelin (1994, 2018), Júlia Oliveira-Formosinho (2007), Tizuko Kishimoto (2007), Zilma Oliveira (2000, 2010, 2012, 2018), Maria Carmem Barbosa (2006, 2008, 2009) and Paulo Fochi (2017). It concludes that the modification of the curricular arrangement is much more profound than the bureaucratic alteration of the document, as it involves changes that abandon the anticipation of schooling, as well as the belief that children spontaneously learn what they need in this age group. Ideas that, although divergent, are latent in the pedagogical practices of this segment. The mismatch between what is lived inside the school and what is written in official documents is present, as well as the divergence of conceptions that makes some teachers manage to develop practices that consider the principles of work by fields of experience, while others, no. In this context, in-service continuing education promotes advances when it favors the active and investigative attitude of teachers, reflecting on pedagogical practices in the light of theories. It is evident the need for discussion, reflection and advancement in relation to the conceptions of child, teacher, school and learning that determine the teaching work. However, for effective implementation there is a need to engage public authorities and universities since, in addition to training, there are structural barriers in relation to the number of children per class, school routines, initial and continuing training, lack of spaces and materials and lack of employees, which inevitably interferes in this process.
local.keywordscommon national curriculum base
local.keywordscurriculum in early childhood education.
local.keywordsfields of experience
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentCentro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT)
local.publisher.initialsUPM
local.publisher.programEducação, Arte e História da Cultura
local.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
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