Manejo comportamental e estimulação de funções executivas em crianças com sinais de desatenção e hiperatividade baseados no Modelo de Resposta à Intervenção (RTI)

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Tipo
Dissertação
Data
2020-02-07
Autores
Micieli, Ana Paula Roim
Orientador
Carreiro, Luiz Renato Rodrigues
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Seabra, Alessandra Gotuzo
León, Camila Barbosa Riccardi
Programa
Distúrbios do Desenvolvimento
Resumo
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) está entre os Transtornos do Neurodesenvolvimento mais comuns em crianças em idade escolar. Ele é mais facilmente identificado após ingresso na escola, em função do aumento das demandas acadêmicas e sociais. Fatores externos, não relacionados a transtornos, podem causar comportamentos de desatenção e hiperatividade em crianças, como ambiente escolar aversivo, pouca didática do professor, problemas familiares, entre outros. Com vistas ao grande número de desafios que envolvem o aprendizado e o bem-estar das crianças, em especial comportamentos de desatenção e hiperatividade, este trabalho teve como objetivo principal propor e aplicar um modelo de intervenção com manejo comportamental e estimulação de funções executivas (FE) em crianças com sinais de desatenção e hiperatividade baseados no Modelo de Resposta à Intervenção (RTI). O modelo de RTI mais comum, originalmente utilizado para Transtorno de Aprendizagem, é o de 3 níveis, que vai desde a intervenção em grupo (Nível I) até a individual (Nível III). Neste trabalho foram realizados apenas os 2 primeiros. No Nível I foi realizado um rastreio de 116 crianças, do 2º ano do Ensino Fundamental I (EFI), para detectar aquelas em risco para o TDAH, seguido de orientações para professores sobre a aplicação de um manejo comportamental na sala de aula e reavaliação. No Nível II, foi realizada uma intervenção em FE e autorregulação, destinada às 22 crianças que não apresentaram melhoras após a intervenção do Nível I e reavaliação. Os instrumentos utilizados na avaliação foram: Questionário para rastreio de desatenção e hiperatividade baseado no DSM-5, Inventário de Dificuldades em Funções Executivas, Regulação e Aversão ao Adiamento (IFERA-I) e o Breve Monitor de Problemas – BPM-P e BPM-T. No Nível II, foi acrescentado um Roteiro de Observação utilizado para observar o comportamento de cada criança em cada uma das 12 sessões de intervenção deste nível. Não houve diferenças estatisticamente significativas após a intervenção no Nível I, o que pode estar associado a dificuldades dos professores na aplicação do manejo. No Nível II, houve uma tendência significativa de melhora nas crianças. Dados qualitativos, obtidos por meio do Roteiro de Observação, mostraram melhora no comportamento de 53% das crianças que realizaram as atividades do Nível II, contra 47% que tiveram piora no número de comportamentos adequados ou que não apresentaram mudanças. O RTI é um modelo de rastreio e intervenção precoce, que pode ser adaptado a diferentes transtornos, e que permite a identificação precoce de crianças em risco. Entretanto, é necessária sólida formação profissional para sua utilização, além de domínio dos instrumentos de avaliação e de intervenções sistematizadas, para garantir sua aplicação correta. É importante também a identificação correta das crianças em risco para o transtorno e a atuação precoce, para evitar que o problema se agrave e comprometa o percurso educacional e o bem-estar dessas crianças.
Descrição
Palavras-chave
TDAH , RTI , intervenção em FE e escola , manejo comportamental
Citação
MICIELI, Ana Paula Roim. Manejo comportamental e estimulação de funções executivas em crianças com sinais de desatenção e hiperatividade baseados no Modelo de Resposta à Intervenção (RTI). 2020. 201 f. Dissertação (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2020.