A arquitetura hostil como ofensa ao direito à cidade

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Tipo
TCC
Data de publicação
2022-12
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Ivo, Victória Hendges
Orientador
Pires, Lilian Regina Gabriel Moreira
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Programa
Resumo
Consideram-se formas de arquiteturas hostis um conjunto de estratégias de controle social que, através da arquitetura, do design e da configuração do espaço público, pretendem excluir grupos considerados indesejáveis e, portanto, passíveis de repressão e afastamento do convívio social. Por sua vez, o Direito à Cidade pode ser definido como o direito humano interdependente, que consiste no usufruto equitativo das cidades, dentro da observância de parâmetros de sustentabilidade, democracia, equidade e justiça social. Tendo esses conceitos em vista, a presente monografia buscou elucidar o paralelo eminente entre a arquitetura hostil e o Direito à Cidade, Mais especificamente, a presente pesquisa visou esclarecer os motivos pelos quais o emprego de técnicas de arquitetura hostil consistem em uma ofensa ao Direito à Cidade e verdadeiro óbice à sua concretização, bem como suas consequências para a essência do espaço público e para as relações sociais que permeiam a cidade. Para tanto, utilizou-se como principal método a pesquisa bibliográfica, em que foi analisado o fenômeno da arquitetura hostil e suas consequências na sociedade a partir de um estudo profundo da legislação vigente e da literatura sobre o assunto, partindo de uma revisão bibliográfica composta pelos principais autores e da área. Por fim, a pesquisa constatou que a arquitetura hostil viola o direito à cidade e é verdadeira óbice à sua concretização, na medida em que não traz nenhuma solução para o problema das pessoas em situação vulnerável, além de ser instrumento de segregação e exclusão social.
Hostile architectures are considered to be social control strategies that, through architecture and design, intend to exclude groups considered undesirable and, therefore, liable to repression and removal from social life. In turn, the Right to the City can be defined as the interdependent human right, which consists in the equitable use of cities, within the observance of parameters of sustainability, democracy, equity and social justice. With these concepts in view, this monograph sought to elucidate the eminent parallel between hostile architecture and the right to the city. More specifically, the present research aimed to clarify the reasons why the use of hostile architecture techniques consist of an offense to the right to city is a real obstacle to its realization, as well as its consequences for the essence of public space and for the social relations that permeate the city. In order to do so, the bibliographic research was used as the main method, in which the phenomenon of hostile architecture and its consequences in society was analyzed from a deep study of the current legislation and the literature on the subject, starting from a bibliographic review composed by the leading authors in the field. Finally, the research found that hostile architecture violates the right to the city and is a real obstacle to its fulfillment, as it does not bring any solution to the problem of people in vulnerable situations, in addition to being an instrument of segregation and social exclusion.
Descrição
Palavras-chave
arquitetura hostil , direito à cidade , direito urbanístico , hostile architecture , right to the city , urban law
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