Os impactos do racismo ambiental no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes

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Tipo
TCC
Data de publicação
2021-12
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Ferreira, Letícia Claro
Orientador
Moreira, Adilson José
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Programa
Resumo
A monografia em apreço constitui-se em um estudo exploratório, descritivo e explicativo, no qual busca-se identificar como as diversas manifestações do racismo ambiental inviabilizam o desenvolvimento integral e a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, membros de minorias raciais. Apesar de o atual governo brasileiro rejeitar a existência do conceito de racismo ambiental e promover, por inúmeras vezes, o comprometimento dos esforços globais de preservação do meio ambiente, a pandemia decorrente da Covid-19 evidenciou o racismo ambiental perante grupos vulneráveis. Nesse contexto, vive-se um problema historicamente invisível no debate científico e midiático brasileiro, a clara relação entre a degradação ambiental, racismo estrutural e desigualdade social, vez que riscos e impactos ambientais afetam seletivamente territórios e populações. Crianças e adolescentes, por sua especial condição de vulnerabilidade e desenvolvimento, são mais suscetíveis a qualquer impacto decorrente do ambiente, tendo seu desenvolvimento prejudicado ou mesmo interrompido. Considerando que os riscos e impactos das crises e dos desastres relacionados ao meio ambiente são desigualmente distribuídos entre a população, crianças e adolescentes pardos, pretos, indígenas e de comunidades tradicionais são as principais vítimas dos riscos e impactos sociais ambientais. Em síntese, conclui-se que é imprescindível a promoção de políticas públicas sociais e orçamentárias que tenham um olhar voltado para a prioridade absoluta de crianças e adolescentes, visando assegurar os direitos fundamentais destes em cenários de violação.
This monograph is an exploratory, descriptive and explanatory study, which seeks to identify how the various manifestations of environmental racism make the integral development and protection of the rights of children and adolescents, members of racial minorities unfeasible. Although the current Brazilian government rejects the existence of the concept of environmental racism and promotes, on numerous occasions, the commitment of global efforts to preserve the environment, the pandemic resulting from Covid-19 highlighted environmental racism towards vulnerable groups. In this context, there is a historically invisible problem in the Brazilian scientific and media debate, the clear relationship between environmental degradation, structural racism and social inequality, since environmental risks and impacts selectively affect territories and populations. Children and adolescents, due to their special condition of vulnerability and development, are more susceptible to any impact arising from the environment, having their development impaired or even interrupted. Considering that the risks and impacts of crises and disasters related to the environment are unevenly distributed among the population, brown, black, indigenous and traditional community children and adolescents are the main victims of environmental social risks and impacts. In summary, it is concluded that it is essential to promote public social and budgetary policies that have a look towards the absolute priority of children and adolescents, in order to ensure their fundamental rights in situations of violation.
Descrição
Trabalho indicado pela banca examinadora ao Prêmio TCC.
Palavras-chave
racismo ambiental , crianças e adolescentes , desenvolvimento integral , vulnerabilidade , environmental racism , children and adolescents , integral development , vulnerability
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