Concentrações de calprotectina fecal em recém nascidos prematuros : correlação clínico-laboratorial

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Tipo
TCC
Data de publicação
2021
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Takei, Fernanda Tieme
Orientador
Nisihara, Renato Mitsunori
Okamoto, Cristina
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Programa
Resumo
Introdução: Doenças que afetam o intestino dos recém-nascidos prematuros causam grande preocupação às equipes multidisciplinares das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A enterocolite necrosante (EN) é uma doença inflamatória aguda grave em recém-nascidos pré-termo associada a alta morbimortalidade. O não conhecimento da sua patogênese aliado às manifestações clínicas iniciais inespecíficas representam um atraso diagnóstico e torna-se um dos principais desafios para a descoberta de biomarcadores específicos da EN. A calprotectina fecal (CF) é uma proteína de ligação de cálcio, originalmente descoberta como uma proteína antimicrobiana. Nas fezes, ela é estável até sete dias, sendo facilmente medida pelo método ELISA sem necessidade de técnicas invasivas para sua detecção. É um marcador da presença e do grau de inflamação no sistema intestinal. A dosagem dos níveis de calprotectina nas fezes pode ser um teste de rastreio clínico não invasivo promissor para angústia intestinal em recém-nascidos. A CF tem sido extensivamente investigada como um marcador de rastreio para a detecção de EN. A evidência atual sugere que a CF é elevada em recém-nascidos que sofrem desta doença. Objetivos: Determinar os níveis de CF em pacientes prematuros internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, além de avaliar a variabilidade dos níveis de CF com a presença de complicações intestinais e correlacionar esses níveis às manifestações clínico-laboratoriais. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo, no qual foram avaliados recém-nascidos prematuros até 34 semanas gestacionais internados nas Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital do Trabalhador e Hospital e Maternidade Santa Brígida. Para dosagem da CF foram utilizadas amostras de fezes coletadas no sétimo, décimo quarto e vigésimo primeiro dia de vida dos recém-nascidos. As amostras fecais foram testadas usando o kit comercial da marca Bühlmann (Basileia, Suíça) através do método de ELISA em sanduíche. Utilizou-se, também, o prontuário para levantamento de dados clínicos. Resultados preliminares: Até o momento, 21 recém-nascidos tiveram no mínimo as duas primeiras amostras dosadas, totalizando 58 amostras de fezes. Destas, 20 (34,48%) estiveram abaixo de 50μg/g, 24 (41,38%) entre 50μg/g e 200μg/g e 14 (24,14%) acima de 200μg/g. A concentrações de calprotectina fecal variaram entre 32μg/g e 1050μg/g, sendo o valor de concentração de CF médio entre as amostras de 157,57 μg/g. Os três pacientes que possuíam suspeita de enterocolite necrosante foram os três que exibiram maiores níveis de CF. Não foram estabelecidas correlações entre manifestações clínicas específicas ou fatores de risco maternos e variação de níveis de calprotectina. Conclusão: Pacientes com manifestação clínica de doenças intestinais apresentaram altas concentrações de calprotectina fecal, porém não foram associadas manifestações clínicas específicas com a elevação da CF. A concentração de calprotectina fecal encontrada em recém-nascidos prematuros é mais elevada que em que adultos saudáveis.
Descrição
Palavras-chave
Enterocolite necrosante , Recém-nascido prematuro
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