Fatores associados ao aumento do tempo de permanência hospitalar na fratura de Platô Tibial
Tipo
TCC
Data de publicação
2022
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Canella, Gabriela Amaral da Cunha
Miguel, Isadora Dallarmi
Miguel, Isadora Dallarmi
Orientador
Batista, Flamarion dos Santos
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Programa
Resumo
Introdução: As fraturas de platô tibial são lesões intra-articulares ao nível do joelho que podem comprometer sua integridade funcional e as possíveis complicações pré e pós-cirúrgicas como infecções hospitalares, lesões de pele, tecidos moles, necrose, deiscência da pele, síndrome compartimental, fraturas associadas, podem implicar em maior custo hospitalar durante o tempo de internamento desses pacientes. Objetivos: Avaliar os fatores associados e a epidemiologia relacionados ao aumento do tempo de internação e custos em pacientes com fratura de platô tibial desde 2019 no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie do Paraná até 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional e retrospectivo por meio da análise descritiva qualitativa, tabelas de frequência e tabelas cruzadas de 108 prontuários de pacientes com fratura de platô tibial que deram entrada no pronto socorro do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie vítimas de trauma ortopédico no período de janeiro de 2019 até outubro de 2021. Resultados: O perfil epidemiológico prevalente foi de pacientes com idade média de 41, 2 anos (18- 83) do sexo masculino (70,4%) vítimas de trauma de alta energia (53,70%). O tempo médio de internação foi de 9,8 dias (9 - 7) e o tempo mediano de 7,5 (5; 11) dias. Os fatores que apresentaram diferença significativa (p valor < 0,05) em relação ao aumento de dias de internamento hospitalar foram mecanismos de lesão de alta energia com tempo mediano de internação de oito dias, realização de tratamento provisório (53,70%) com tempo mediano de internação
de dez dias, tratamento cirúrgico definitivo (97,2%) com tempo mediano de internação de oito dias, prolongamento justificado dos dias (87,0%) com tempo mediano de internação de oito dias, complicações na internação (22,2%) com tempo de internação mediano de 11 dias, lesão de partes moles (32,4%) com tempo mediano de internação de dez dias, infecção da ferida (10,2%) com tempo mediano de internação de 12 dias e internamento na Unidade de Terapia Intensiva (5,6%) com tempo mediano de internação de 26 dias. Conclusão: os fatores que apresentaram diferença significativa em relação ao aumento de dias de internamento hospitalar foram mecanismo de lesão de alta energia, realização de tratamento provisório (controle de danos, porém diminui complicação), fraturas complexas (tipo IV, V, VI), tipo de tratamento cirúrgico definitivo (materiais especiais), complicações na internação - principalmente lesão de partes moles, infecção e internamento na Unidade de Terapia Intensiva.
Descrição
Palavras-chave
ortopedia , joelho , traumatologia , fraturas da tíbia , tempo de internação