Perfil epidemiológico de pacientes com fratura diafisária em hospital universitário de Curitiba
Tipo
TCC
Data de publicação
2023-06-22
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Rodrigues, Luis Gustavo Soares
Rauli, Rodrigo de Bortolli
Rauli, Rodrigo de Bortolli
Orientador
Zini, Cassio
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Programa
Resumo
INTRODUÇÃO: O fêmur é considerado o maior, mais forte e mais pesado osso do
corpo humano. As fraturas da diáfise desse osso são comuns em pacientes que
sofreram traumas de alta energia e cursam com uma morbidade de grande
significância. De modo geral, a faixa etária está relacionada com o tipo de fratura,
sendo traumas de baixa energia mais comuns em idosos e crianças e traumas de alta
energia mais comuns na população mais jovem. Quanto à etiologia, em adultos a
causa mais comum de fraturas é por acidentes automobilísticos, em crianças por
abusos e em idosos por quedas de mesmo nível. O método de diagnóstico padrão
ouro é a radiografia. Um tratamento efetivo consiste em restaurar a homeostase e
prever complicações para o paciente. A maioria dos pacientes é tratada por meio de
cirurgia e, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o trauma. OBJETIVOS:
Descrever o perfil epidemiológico de pacientes com fratura de fêmur tratados pelo
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) e comparar com a literatura
nacional. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo individuado, observacional
transversal, descritivo e analítico, realizado no serviço de ortopedia do HUEM. Foram
analisados 233 prontuários de pacientes admitidos no serviço no período de janeiro
de 2019 a dezembro de 2021, pesquisados a partir do CID S72.3 no cadastro
eletrônico dos pacientes. Os pacientes foram analisados quanto ao sexo, idade, lado
da fratura, mecanismo do trauma, presença de lesões associadas, exposição óssea,
tratamento, necessidade de Damage Control, tempo de conversão, tempo de
internamento, óbitos e complicações. A análise estatística foi feita pelos testes do quiquadrado, considerando significância quando p ≤ a 0,05. RESULTADOS: As fraturas
de diáfise de fêmur acometem mais os homens (76%) e os adultos (60,2%). Os lados
fraturados se mostraram semelhantes e 11,7% foram fraturas expostas. Em 40,7%
dos casos houve a presença de alguma lesão associada, sendo a fratura de tíbia a
mais citada. Existe uma associação estatística significativa que fraturas de diáfise de
fêmur por acidentes com moto são encontradas majoritariamente em homens adultos,
enquanto queda de mesmo nível tem prevalência de mulheres idosas. As lesões
associadas são encontradas principalmente em homens, adultos e por acidentes com
moto. Em 78,16% dos pacientes adultos foi necessário a cirurgia de Damage Control,
sendo o acidente com moto o mecanismo mais associado. Em pacientes de 0 a 5 anos
a imobilização gessada foi o principal tratamento (85%), nos de 6 a 17 anos, a haste
TENS (31,43%) e a partir de 18, a haste intramedular (87,86% nos adultos e 77,78%
nos idosos). Foram observadas complicações em 34% dos pacientes, sendo
intercorrências com os materiais de síntese (25,3%), infecções (17,7%) e
pseudoartrose (15,2%) as mais citadas. CONCLUSÃO: O estudo corrobora com a
literatura em que o perfil principal são pacientes jovens do sexo masculino, sendo os
acidentes de trânsito o principal mecanismo com destaque para motocicletas, o
tratamento mais instituído foi a fixação intramedular por haste rígida, com frequente
presença de lesões associadas.
Descrição
Palavras-chave
fraturas de fêmur , perfil epidemiológico , ortopedia , traumatologia