Exames sorológicos para sífilis em idosos: correlação clínico-laboratorial
Tipo
TCC
Data de publicação
2023-06-15
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Costa, Gustavo Henrique Morcelli da
Tomiura, Laís Kimie
Tomiura, Laís Kimie
Orientador
Nisihara, Renato Mitsunori
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Programa
Resumo
A sífilis é uma infecção bacteriana exclusiva do ser humano, causada pelo Treponema pallidum e transmitida principalmente por contato sexual desprotegido. Quando não tratada de modo adequado pode evoluir para estágios de gravidade variada, acometendo o sistema nervoso e cardiovascular. A detecção da sífilis é feita através de testes treponêmicos e não treponêmicos, mas a interpretação dos resultados pode ser complexa, especialmente em pacientes idosos. O presente estudo pretende ampliar a discussão sobre a interpretação dos exames sorológicos utilizados para sífilis, especificamente no caso de idosos. Descrever o perfil demográfico de pessoas maiores de 60 anos de idade atendidos em um hospital universitário com testes positivos para sífilis; avaliar a taxa de exame falso-positivos na Quimioluminescência (QML); avaliar quais as especialidades que atenderam tais pacientes e analisar comparativamente 2 grupos: QML e Fluorescent Treponem Antibody-Absorbent (FTA-Abs) positivos e outro com QML positiva e FTA-Abs negativo. Estudo com delineamento retrospectivo, observacional, unicêntrico e analítico. A população do grupo de estudo foi selecionada a partir do Ambulatório do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas da UFPR. A amostra analisada foi composta por 311 indivíduos. Foram incluídas pessoas de ambos os sexos com idade superior a 60 anos, com teste treponêmico reagente para sífilis e teste não-treponêmico não reagente no período de março de 2019 a outubro de 2022. A coleta de dados se deu a partir de 2 fontes: da solicitação médica para realização do exame e da revisão dos prontuários médicos destes pacientes, onde buscou-se motivo da solicitação do teste, diagnóstico final após exame, realização de tratamento após diagnóstico e seguimento do paciente. Foram estudados 311 pacientes, sendo 146 (46,9%) do sexo feminino e 165 (53,0%) do sexo masculino, com mediana de idade de 69 anos (IIQ=64-75 anos). Não se observaram diferenças significativas comparando-se as idades entre os sexos. (P=0,35). Em relação ao diagnóstico prévio de sífilis, para 23 indivíduos (7,4%) constava na solicitação de exame a informação de infecção prévia por sífilis. Relativo a tratamento prévio, em 30/311 (10,2%) constava na solicitação a informação de realização de tratamento prévio para sífilis. Da amostra, 73 (23,4%) eram provenientes da Clínica Médica, com mediana de idade de 69 anos. 57 (18,3%) pacientes foram advindos do serviço de Neurologia, com mediana de idade de 69 anos e 54 (17,3%) do serviço de Infectologia, com mediana de idade de 69 anos. Observou-se discreto predomínio do sexo masculino com mediana de idade de 69 anos, sendo uma pequena parcela (7,4%) com diagnóstico conhecido de sífilis prévia e apenas 10,2% da amostra referiu tratamento prévio para sífilis. Em 14,1% das amostras, ocorreu resultado falso positivo na Quimioluminescência (QML). As especialidades que mais solicitaram exames para sífilis foram, Clínica Médica, Neurologia e Infectologia.
Descrição
Palavras-chave
sífilis , teste treponêmico , teste não-treponêmico , idosos