Avaliação da aplicabilidade do método de Gail em pacientes submetidas a biópsia de mama em um hospital de Curitiba -PR

Tipo
TCC
Data de publicação
2022
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Bissoli, Mariana de Souza
Costa, Nathália Arndt
Orientador
Pachnicki, Jan Pawel Andrade
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Programa
Resumo
INTRODUÇÃO: O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou que, em 2020, haveria 66.280 novos casos de câncer de mama no Brasil e pesquisas apontam que, pelo menos um terço dos casos diagnosticados no país, são em estádios avançados. Visto que essa não é uma realidade unicamente brasileira, foram criados diversos modelos de cálculo de risco a fim de estimar a probabilidade de uma mulher desenvolver câncer de mama, sendo o de Tyrer-Cuzick e o de Gail os mais utilizados. Embora o segundo seja o recomendado pela Food and Drug Administration (FDA), estudos apontam que há discrepâncias quando aplicado em mulheres brasileiras. OBJETIVO: Verificar a acurácia do Modelo de Gail (MG) na avaliação de risco em pacientes com suspeita de câncer de mama e determinar a necessidade de adaptação do MG ou elaboração de um novo modelo para avaliação de risco precisa dessas pacientes. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e retrospectivo, elaborado a partir da análise de dados fornecidos por prontuário de 203 pacientes atendidas entre 2017 e 2021, do Ambulatório de Mastologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM). RESULTADOS: Foram diagnosticadas 158 mulheres com câncer de mama e 45 não, sendo que a média da idade foi de 54,25 anos e a média de idade na menarca foi de 13 anos. Ainda, apenas 23 prontuários continham a informação de idade ao nascimento do 1º filho ou de ausência de filhos e a média de idade obtida foi de 26,77 anos. A prevalência étnica foi branca e a maioria das pacientes não tinha parentes de primeiro grau com câncer de mama. Em relação às biópsias anteriores de mama, a maioria já havia realizado pelo menos uma, mas poucas receberam um resultado de hiperplasia atípica. Ainda, a maioria das pacientes do estudo diagnosticadas com câncer de mama não tinham história familiar positiva para a doença. CONCLUSÃO: O estudo apresenta indícios de que o MG não presume de forma fidedigna o risco da população estudada de desenvolver CA de mama, uma vez que, ao compararmos os dados do MG entre grupos que tiveram e não tiveram a doença, não houve diferença significativa.
Descrição
Palavras-chave
neoplasias de mama , fator de risco
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