A sobrevivência das mulheres de Johannes Vermeer na arte contemporânea
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Tipo
Tese
Data de publicação
2017-08-04
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Susigan, Cristina
Orientador
Rizolli, Marcos
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Stori, Norberto
Mello, Regina Lara Silveira de
Cohen, Rosa
Mello, Regina Lara Silveira de
Cohen, Rosa
Programa
Educação, Arte e História da Cultura
Resumo
A obra do pintor holandês Johannes Vermeer (1632-1675) estava bastante consolidada no
período em que viveu. Pintando por encomenda, possuía mecenas frequentes, pouco
produziu – são conhecidas 35 obras do artista, sendo que duas, uma é considerada do seu
círculo e a outra apenas atribuída. Pouco se sabe sobre sua vida. Não teve aprendizes. Não
deixou desenhos e esboços, e as mais recentes pesquisas indicam que deve ter tido acesso
a uma câmera escura para ajudar na composição dos seus quadros. Todos esses fatores
levaram, após a sua morte, que seu nome se desvanecesse progressivamente. Apenas no
século XIX o jornalista e político Etienne-Joseph-Théophile Thoré (1807-1869), inicia uma
busca por toda a Europa pelas obras de Vermeer, posteriormente elaborando um catálogo
com as mesmas. Entretanto, será em 1988, com o minucioso trabalho de pesquisa de John
Michael Montias (1928-2005), no seu livro, Vermeer and His Millieu: A Web Social History,
que novos dados serão acrescentados a biografia do artista holandês. Em 1995-96, uma
megaexposição com a curadoria de Arthur K. Wheelock, Jr., com itinerância em Haia, reuniu
vinte e uma pinturas de Johannes Vermeer, ampliando os estudos, com novas descobertas
e uma nova atribuição de cronologia. Desde então, escritores, cineastas, artistas plásticos
têm se apropriado da obra do pintor holandês, fazendo citações e releituras das mesmas.
Este estudo se divide em três eixos: o primeiro o estudo histórico da vida e da obra do
mestre de Delft, a megaexposição e suas contribuições; o segundo, um estudo teórico sobre
a temática da apropriação nas artes, a citação e a releitura, para além da questão trazida
por Aby Warburg (1866-1929) das Nachleben, ou na tradução para o português,
sobrevivência das imagens, conceituando estes termos e estabelecendo um percurso
histórico, e o terceiro e mais importante, o estudo crítico sobre as obras dos artistas que se
apropriaram da obra do pintor holandês, fazendo um criteriosa escolha curatorial de
imagens e posteriormente a escolha de quatro artistas plásticas do século XX que ao
trabalharem sobre a obra do artista, apropriam-se e fazem com que sua obra sobreviva no
tempo e no espaço, dando uma nova ressignificação, um novo olhar.
Descrição
Palavras-chave
Vermeer, Johannes , megaexposição , sobrevivência das imagens , apropriação , artistas plásticas contemporâneas
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Citação
SUSIGAN, Cristina. A sobrevivência das mulheres de Johannes Vermeer na arte contemporânea. 2017. 456 f. Tese( Educação, Arte e História da Cultura) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo .