Dos apartamentos quitinetes aos estúdios em São Paulo: a produção de habitação mínima em 1950 e na contemporaneidade
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Tipo
Dissertação
Data de publicação
2025-02-14
Periódico
Citações (Scopus)
Autores
Oliveira Filho, Marco Antônio Martins de
Orientador
Perrone, Rafael Antonio Cunha
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Ribeiro, Edison Batista
Silva, Joana Mello de Carvalho e
Silva, Joana Mello de Carvalho e
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo realizar o levantamento e a análise acerca da
produção de apartamentos da tipologia quitinete, na segunda metade do século XX, e
apartamentos estúdios, na contemporaneidade, ambos dentro da cidade de São
Paulo. O trabalho destina-se a compreender os contextos socioculturais, históricos,
legais e econômicos capazes de catalisar e interpretar a produção desses
apartamentos no âmbito dos seus recortes temporais e geográficos. A produção de
habitação em São Paulo, a partir de 1950, se transformou com a consolidação do
incorporador e a metodologia mercantil na produção da arquitetura. A lógica da
multiplicação do terreno com a verticalização do edifício acabou por ganhar um
incremento em sua mercantilização, tendo como desdobramento a diminuição da
metragem das suas habitações. Nesse sentido, a habitação mínima na década de
1950, denominada quitinete, foi feita a partir do neologismo com os termos kitchen
(cozinha) e dinette (pequena sala de jantar, ou copa), para configurar apartamentos
que compartilham o mesmo espaço entre sala e dormitório, sem divisórias físicas.
Essa nova tipologia, que já era realidade em outros países, se populariza na cidade
de São Paulo, sendo largamente aplicada por uma gama de arquitetos até 1957. Na
contemporaneidade, essa tipologia é revisitada e incorporada na produção
arquitetônica, ganhando um novo nome: estúdios. Assim, apartamentos que agora
compartilham todos os ambientes em um mesmo espaço, com exceção do banheiro,
apresentam-se com uma metragem em média 50% menor que a tipologia anterior,
abrindo precedentes para a indagação sobre a obtenção da qualidade interna dessas
habitações. Nessa perspectiva, esta dissertação de mestrado – ancorada em
metodologia de caráter bibliográfico, documental e de estudo de caso –, cria paralelos
nas análises entre a produção de habitação mínima realizada pelo mercado imobiliário
em recortes temporais distintos, no intuito de entender a sua formulação, a partir de
contextos externos ao campo arquitetônico, e revelá-los por meio de análises
desenvolvidas em dois estudos de casos, amplificando o debate diante da produção
arquitetônica e de suas implicações na sociedade.
Descrição
Palavras-chave
quitinete , estúdio , mercado imobiliário , habitação , habitação mínima