A passagem do planejamento urbano moderno ao contemporâneo em Goiânia: os Setores Bueno e Bela Vista nas décadas de 1990 e 2000

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Tipo
Dissertação
Data
2011-08-19
Autores
Lima, Vinícius Luz de
Orientador
Campos Neto, Candido Malta
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Alvim, Angélica Aparecida Tanus Benatti
Leme, Maria Cristina da Silva
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Resumo
Esta pesquisa busca analisar a passagem do planejamento urbano de concepção moderna para o cotemporâneo, na cidade de Goiânia, a partir do estudo de dois bairros, os Setores Bueno e Bela Vista, localizados na região sul da cidade. Estes dois setores têm suas origens vinculadas ao projeto moderno da criação da cidade de Goiânia, que passou a ser a capital estadual de Goiás, na década de 1930, representando regionalmente as transformações políticas e econômicas nacionais no território goiano. O projeto inicial de Goiânia é feito na década de 1930, pelo arquiteto e urbanista Attílio Corrêa Lima e pelo engenheiro Armando Augusto de Godoy, este último inspirado nas cidades-jardins inglesas e americanas, com marcantes características modernas, que vão ter reflexos nos projetos do Setor Bueno e do Setor Bela Vista: o primeiro feito em 1951 por Werner Sonnemberg, engenheiro agrônomo que teve contato com Armando de Godoy, e o segundo feito pelo governo estadual para a urbanização de ocupação irregular às margens do Córrego Botafogo feito pelo topógrafo alemão Edwald Janssen. Dos outros três planos urbanos elaborados para Goiânia, no século XX, dois apresentavam características modernistas: o do arquiteto Luis Saia (1960) e o do arquiteto Jorge Wilheim (1970). O terceiro plano, o PDIG de 1992, já incorporava princípios resultantes da transformações ocorridas na década de 1980, no Brasil, devido ao período de redemocratização brasileira, quando novas demandas socioeconômicas contribuíram com a elaboração da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Cidade, em 2001, cujos princípios voltavam-se para o planejamento urbano focado no cumprimento da função social da propriedade a partir de instrumentos jurídico-urbanísticos. Em Goiânia, o PDIG de 1992, inspirado no planejamento estratégico, representou um novo momento do planejamento urbano, incorporando alguns instrumentos instituídos pela Constituição Federal de 1988. O solo criado veio ser utilizado após o Zoneamento de 1994, consolidando a transformação dos Setores Bueno e Bela Vista, que tinham começado a se verticalizar no fim da década de 1980, devido às pressões do setor imobiliário e às melhorias na infraestrutura dos bairros, promovidas pela prefeitura, no fim da década de 1970. Em 2007, foi feito mais um plano diretor para a cidade, incorporando à política urbana os instrumentos do Estatuto da Cidade e baseando-se no planejamento estratégico. Além dos instrumentos, novas questões foram evidenciadas no plano como as questões ambientais e as de âmbito sócio-cultural, porém com a permanência da utilização da potencialização do coeficiente de aproveitamento solo para algumas áreas, entre elas os bairros estudados. Dessa forma, a pesquisa buscou demonstrar como se deu a passagem do planejamento urbano moderno para o contemporâneo na cidade de Goiânia e suas implicações para os Setores Bueno e Bela Vista, considerando-se os dois últimos planos urbanos elaborados para a cidade
Descrição
Palavras-chave
políticas públicas , planejamento urbano , plano diretor , zoneamento , Goiânia , public policies , urban planning , master plan , zoning , Goiânia
Citação
LIMA, Vinícius Luz de. A passagem do planejamento urbano moderno ao contemporâneo em Goiânia: os Setores Bueno e Bela Vista nas décadas de 1990 e 2000. 2011. 234 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2011.