A autoficção em o Diário da queda, de Michel Laub

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Tipo
Dissertação
Data
2017-03-09
Autores
Dias, Cláudia Aparecida Dans
Orientador
Atik, Maria Luiza Guarnieri
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Trevisan, Ana Lúcia
Peixoto, Maria Helena Fioravante
Programa
Letras
Resumo
Este trabalho trata do romance Diário da queda (2011), de Michel Laub, cuja narrativa centra-se na família judaica do narrador-personagem. Recordando memórias e lembranças, o protagonista também apela à escrita de um diário, como fizeram o avô e o pai, com o intuito de compreender e de conhecer a si mesmo. Gênero subjetivo e íntimo, o diário relaciona-se com a autobiografia, uma vez que é o próprio autor quem narra e registra a sua vida. Porém, quando a verdade se mistura à ficção e aos dados pessoais do escritor, esse registro movimenta-se para uma nova estancia: a da autoficção. Envolto em polêmicas e contradições teóricas, esse neologismo indica que a fronteira entre ficção e verdade desapareceu, o que cria um texto ambíguo para o leitor. A fim de contribuir com as discussões sobre a autoficção, apresentaremos, em um primeiro momento, as principais teorizações e discussões tanto a respeito da autoficção, como da autobiografia e do diário. Num segundo momento, abordaremos o cenário literário nacional brasileiro com foco na obra de Michel Laub, para, a seguir, examinar como a autoficção se materializa em o Diário da queda e qual é a relação com o uso do diário como procedimento de escrita. Será analisado também em que medida a presença de diferentes diários, incluindo o É isto um homem?, de Primo Levi, contribui para que o romance em estudo afasta-se do relato histórico e se aproxima da ficção.
Descrição
Palavras-chave
autoficção , autobiografia , diário , Michel Laub , primo Levi
Citação
DIAS, Cláudia Aparecida Dans. A autoficção em o Diário da queda, de Michel Laub. 2017. 126 f. Dissertação( Letras) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo.