A criação de Adão como imagem sobrevivente: uma perspectiva nietzschiana

Imagem de Miniatura
Tipo
Dissertação
Data
2017-08-04
Autores
Silveira, Charles Willians
Orientador
Bueno, Marcelo Martins
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Membros da banca
Campos, Berno Martins
Araujo, Paulo Roberto Monteiro de
Programa
Educação, Arte e História da Cultura
Resumo
O estudo da história da arte é um importante caminho nas ciências humanas. A pesquisa hermenêutica das obras de arte possibilita-nos uma compreensão mais amalgamada da própria existência humana. Um dos historiadores da arte que veio ter grande destaque na virada do século XIX para o século XX foi o alemão Aby Warburg. Segundo o historiador, profundamente inspirado pela perspectiva nietzschiana, a obra de arte carrega Imagens-fantasmas; imagens-sobreviventes que insistem em nos assombrar. Dentro desta nova perspectiva, o trabalho objetiva demonstrar, por meio da iconologia de Warburg e da genealogia nietzschiana, como a obra de arte sobrevive no decorrer do tempo, por meio de seus fantasmas, e o que ela pode dizer sobre o contemporâneo. A obra Criação de Adão, de Michelangelo, será a ferida aberta no tempo, para que possamos compreender como deter o avanço do niilismo, após a morte de Deus. O que poderia nos dizer, ainda, essa obra de arte sobre a criação, em um mundo marcado pela “morte de todas as mortes?”. Portanto, a arte surge como um caminho alternativo para o sagrado. A ferida causada pela morte de Deus é fonte de dor para contemporâneo, mas também possibilidade de salvação. A “imagem que cura”, poderia ser o título deste trabalho. Usando a dor como fonte de significação, na ausência de um criador a priori, precisamos assumir a postura artística. Tacitamente, o ato de criar é a real imagem e semelhança entre o divino e o “além-do-homem”; a conclusão e o antídoto contra o niilismo.
Descrição
Palavras-chave
criação , imagem , niilismo
Citação
SILVEIRA, Charles Willians. A criação de Adão como imagem sobrevivente: uma perspectiva nietzschiana. 2017. 138 f. Dissertação( Educação, Arte e História da Cultura) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo .