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Tipo do documento: Tese
Título: Arquitetura da segregação: desígnio e desenho das cidades
Autor: Stédile, Janaina Almeida
Primeiro orientador: Mota, Carlos Guilherme Santos Serôa da
Primeiro membro da banca: Pisani, Maria Augusta Justi
Segundo membro da banca: Fonseca, Antônio Claudio Pinto da
Terceiro membro da banca: Camargo, Mônica Junqueira de
Quarto membro da banca: Ferreira, João Sette Whitaker
Resumo: Arquitetura da segregação – Desígnio e desenho das cidades propõe-se a entender a dinâmica de formação e operação da segregação espacial urbana contemporânea por meio do estudo de seus aspectos materiais e simbólicos e de como estes são gerados e reproduzidos. Neste trabalho, a arquitetura é entendida como um sistema de relações entre objetos e vazios que estruturam um espaço, identificam um lugar e articulam um ethos comunitário. O percurso metodológico, que envolve léxico conceitual e análise espacial, revela que a cidade segregada opera a partir de três conjuntos de binômios conceituais, onde um sempre atua em relação ao outro: público e privado, incluídos e excluídos e aberto e fechado. No primeiro capítulo, a partir do estudo da cidade de Roma pré-cristã e, depois, do modelo italiano denominado cittá pubblica, para construção de novas partes das cidades no século XX, expõem-se conceitos em suas formas materiais positivas, isto é, os espaços e as relações espaciais que reforçam a agregação. No segundo capítulo, mostra-se quais são as forças sociais, políticas e econômicas que formam o espaço da cidade segregada, tal como se apresenta contemporâneamente, quando e por que atuam, quais são seus impactos e suas relações com os binômios operativos. Aponta-se que a segregação espacial nasce com a cidade moderna europeia do século XIX que, ao mesmo tempo em que se industrializa, forma a primeira idade da periferia. Embora haja rearranjos, a periferia persiste na estrutura da cidade como elemento constituinte de sua construção. A partir dos anos 2000, o isolamento e a separação dão-se por meio da fragmentação da vida pública e do consumo individualista, e se expressa através da gentrificação de tecidos históricos e bairros operários próximos ao centro, de enclaves dos mais diversos tipos e do que se poderia chamar de espetacularização das cidades. A pesquisa demonstra que a segregação espacial faz parte do modelo de formação das cidades ocidentais, em especial, daquelas que articulam suas dinâmicas territoriais em uma rede globalizada de relações econômicas.
Abstract: Segregation Architecture - Purpose and design in cities is a study that aims to understand the dynamics of formation and operation of contemporary urban spatial segregation, through its material and symbolic aspects, as those are generated and reproduced. In this study, architecture is understood as a system of relations between objects and voids that structure a space, identify a place, and articulate a community ethos. Based on the methodological course organized by conceptual lexicon and spatial analysis, the research reveals that the segregated city operates from three sets of conceptual binomials that always act in relation to one another: public and private, included and excluded, and, opened and closed. In the first part, it exposes concepts in their positive material forms, that is, spaces and spatial relations that reinforce aggregation through the study of the pre-Christian city of Rome, and then the model of building new parts of Italian cities in the XX century, knowing as città pubblica. The second part shows the opposite: when the social, political and economic forces produce segregated cities spaces, when and why does it acts, its impacts and its relations with the operational binomials. It points out that spatial segregation arises with the modern European city of the nineteenth century, which at the same time industrializes and form the first age of the periphery, which persists in the structure of the city, as a constituent element of its construction, through out rearrangements e re-meanings. Since the 2000s, isolation and separation have taken place through the fragmentation of public life and individualistic consumption, and it is expressed through the gentrification of historical fabrics and working-class neighborhoods near the center, enclaves of the most diverse types, and what we could call “disneylandization” of cities. The research shows that spatial segregation as a model in the formation of western cities, especially those that articulate their territorial dynamics in a globalized network of economic relations.
Palavras-chave: segregação espacial urbana;  público e privado;  gentrificação;  condomínios fechados
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Sigla da instituição: UPM
Departamento: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Programa: Arquitetura e Urbanismo
Citação: STÉDILE, Janaina Almeida. Arquitetura da segregação: desígnio e desenho das cidades. 246 f. Tese (Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/4078
http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/20642
Data de defesa: 15-Fev-2019
metadata.dc.bitstream.url: http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/4078/5/Janaina%20Stedile.pdf
Aparece nas coleções:Arquitetura e Urbanismo - Teses - FAU Higienópolis

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