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Tipo do documento: Dissertação
Título: A religião, a racionalidade protestante e a sociedade de Fausto
Autor: Barbosa, Carlos Antonio Carneiro
Primeiro orientador: Gomes, Antônio Máspoli de Araújo
Primeiro membro da banca: Pereira, João Baptista Borges
Segundo membro da banca: Pazinato, Patricia
Resumo: Fausto: o poder de um mito. O mito traz em si poder transformador. Nele reside a possibilidade de restaurar ou de destruir, pois é próprio do mito nunca deixar as coisas do jeito como elas estão. Assim é o mito do Doutor Fausto, cujo legado urde como constructo da representação do homem moderno e, ao mesmo tempo, da fúria avassaladora da racionalidade sem alma e sem coração própria de nossa sociedade contemporânea. Suas origens são perfeitamente sondáveis, pois trata-se de um mito moderno e, mais, um mito vivo e pulsante. À figura histórica de Johann Georg Faust agregam-se, na Alemanha do século XVI, características bastante peculiares de homens como Agrippa von Nettesheim e Paracelso, ambos alquimistas e seus contemporâneos, gerando o substrato lendário do mito. Após a publicação do Faustbuch (1587), registro não totalmente verídico acerca das façanhas e profanidades de Georg Faust, o mito incipiente chega à Inglaterra agregando desta vez traços personais do mago elizabetano Doutor John Dee. Dessa mescla entre o mito alemão e o mago inglês nasce o Fausto literário por meio da peça escrita entre 1588 e 1589 por Chistopher Marlowe, A Trágica História do Doutor Fausto. Popularizada, a história ganha as feiras européias adaptada para o teatro de marionetes. E, foi assim nesse formato que o mito chegou ao conhecimento de Johann Wolfgang von Goethe, poeta alemão. Autor de Fausto: uma tragédia, partes I e II (1808 e 1832), Goethe foi responsável pela consolidação e universalização do mito, sendo considerado seu principal expoente. Trabalho de toda uma vida, o Fausto de Goethe foi amplamente explorado por Carl Gustav Jung, fazendo parte considerável de seus estudos sobre a psicologia arquetípica do inconsciente. É justamente essa relação arquetípica entre o mito do Doutor Fausto e o modelo weberiano de racionalidade protestante, com a religião contemporânea da opulência, o mote deste trabalho.
Abstract: Faust: the power of the myth. The myth has itself a transformation power. On it there is a prospect to restore or to destroy, because the myth has a particular characteristic that never let the things on way they are. So this is the Doctor Faust´s myth that the legacy plots like a construct of the modern man representation and at the same time it is an overpowered rage of rationality without heart and soul, property of our contemporary society. Its origins are perfectly searchingly, because it is about a modern myth and beyond that, the myth is alive and palpitate. The historic figure of Johann Georg Faust aggregates during the 16th Century in Germany that brings peculiar characteristic of men like Agrippa von Nettesheim e Paracelso, both alchemist and his contemporaries whose generated a legendary substratum of the myth. After the publication of Faustbuch (1587), a record is not totally veridical about the feat and profanity of Georg Faust, the incipient myth found its way to England bringing at this point personal traits from the Elizabethan wizard, the Doctor John Dee. From this blend between the German myth and the England wizard, it was born the literary Faust through the writing play between 1588 and 1589 by Christopher Marlowe, The Tragic History of Doctor Faustus. Popularized, the story achieved fame in the European market adapted for the puppets theater. And it was the way that the myth reaches the knowledge of Johann Wolfgang von Goethe, German poet. Author of Faust: a tragedy, parts I and II (1808 e 1832), Goethe was the responsible for the consolidation of the myth and to make it become universal, it was considered his highly exponent. One life dedicated for this work, the Goethe´s Faust was richly explored by Carl Gustav Jung, who was considerable part of his studies about archetypal psychology of unconscious. It is exactly the archetypal relation of the Doctor Faustus´s myth with the weberian model of Protestant rationality, with the contemporary religion of opulence, the motto of this dissertation.
Palavras-chave: Fausto;  Sociedade de Fausto;  Jung;  arquétipo;  Weber;  racionalidade;  protestantismo;  religião;  ética do consumo;  Faust;  Faust´s Society;  Jung;  archetypal;  Weber;  rationality;  protestantism;  religion;  ethical consumption
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: BR
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Sigla da instituição: UPM
Departamento: Religião
Programa: Ciências da Religião
Citação: BARBOSA, Carlos Antonio Carneiro. A religião, a racionalidade protestante e a sociedade de Fausto. 2012. 285 f. Dissertação (Mestrado em Religião) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2012.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/2413
http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/18295
Data de defesa: 14-Mar-2012
metadata.dc.bitstream.url: http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/2413/1/Carlos%20Antonio%20Carneiro%20Barbosa.pdf
Aparece nas coleções:Ciências da Religião - Dissertação - CEFT Higienópolis

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