Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/18170
Tipo do documento: Tese
Título: Epigramas e vozes: as autoconsciências em O retrato de Dorian Gray
Autor: Fratric, Glauco Correa da Cruz Bacic
Primeiro orientador: Alvarez, Aurora Gedra Ruiz
Primeiro membro da banca: Amaral, Gloria Carneiro do
Segundo membro da banca: Corrêa, Lilian Cristina
Terceiro membro da banca: Ribeiro, Raquel de Sousa
Quarto membro da banca: Philippov, Renata
Resumo: O presente trabalho propõe-se a analisar a segunda versão da obra O retrato de Dorian Gray, publicada no ano de 1891, do autor irlandês Oscar Wilde, focalizando três personagens principais: Dorian Gray, Basil Hallward e lorde Henry Wotton. Com base nas vozes das enunciações que compõem os diálogos dos quais participam as referidas personagens, nosso objetivo é o de investigar como se dá a construção de suas autoconsciências, de discutir os conceitos de arte que essas personagens defendem e a forma como cada uma delas se posiciona em relação à Inglaterra vitoriana, espaço e tempo da narrativa: Dorian Gray, como discípulo de lorde Henry Wotton na implementação de um novo Hedonismo e como alter ego ou duplo, materializado em seu retrato; Basil Hallward, como indivíduo conservador, consoante com os valores morais da época em que vive, mas como artista que refrata as artes realistas de seu tempo, na busca pela representação estética perfeita que combine as formas clássicas da Antiguidade e do Renascimento com a alma do Romantismo; e lorde Henry Wotton, “o eficiente mestre da palavra” que enuncia sua visão refratária aos valores morais de seu tempo e de seu espaço, por meio da ironia e das máximas, transmitidas pelo recurso dos epigramas. Estes também são utilizados por Wilde para se posicionar em relação à miríade de críticas que recebeu quando da primeira publicação do romance, em 1890, pois diversos periódicos especializados em literatura consideraram o único romance publicado pelo autor como sendo imoral. Examinaremos a integralidade do prefácio à versão de 1891, amparados na teoria bakhtiniana, no que toca à autoconsciência, bem como nas obras de Walter Pater e de Karl Beckson, para a contextualização do Esteticismo e, por fim, nas de Munira Mutran e de Richard Elmann, para analisarmos as possíveis relações das personagens com o universo autobiográfico do autor esteta e dandy, não com o objetivo de concluirmos que a obra em questão se trate de autobiografia, mas sim de uma narrativa composta de personagens que representem o "ser de possibilidades múltiplas", conforme expressão de Elmann. Feito isso, orientar-nos-emos a discutir aspectos nas cosmovisões das personagens que refletem e refratam os valores de seu tempo e de seu espaço.
Abstract: This study aims to analyze the second version of Oscar Wilde's The picture of Dorian Gray, published in 1891, from the perspective of its three main characters (Dorian Gray, Basil Hallward, and lord Henry Wotton). Based on the voices within the utterances that make up the characters' dialogs, our aim is to interpret their self-consciousness, their views on art itself, and to what extent they stand in relation to Victorian England, the space and the time of the narrative; Dorian Gray, as a disciple of Lord Henry Wotton in the implementation of the ideas of a socalled new Hedonism, and as a Doppelgänger materialized by his picture; Basil Hallward, as a conservative individual, in favor of moral values, yet as an artist refracting the Realism of his days, by pursuing the perfect aesthetic representation in a combination of Antiquity and Renaissance forms and the Romantic soul, which preceded Realism; and lord Henry Wotton, 'the illusionist of words', who makes his point by refracting the views of his time and space by resorting to the irony and the maxims of epigrams. The latter are also resorted to by Wilde in the whole preface of 1891's version of The picture of Dorian Gray, so as to stand against the myriad of critical reviews which considered his only novel as 'immoral'. We will address Mikhail Bakhtin's self-consciousness theory, as well as Walter Pater's and Karl Beckson's in regard to the Aesthetic movement. Last, but no least, Munira Mutran's and Richard Elmann's writings on Wilde's autobiographical works related to his position as an aesthete and a dandy, yet by no means do we intend to affirm that The picture of Dorian Gray is mainly an autobiography, but an expression "of the self as having multiple possibilities", in Elmann's words. As a conclusion, we will aim to identify the characters' cosmovision, in a never-ending process of reflecting and / or refracting their time and space values.
Palavras-chave: epigramas;  autoconsciência;  Gray;  Hallward;  Wotton
Área(s) do CNPq: CNPQ::OUTROS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Sigla da instituição: UPM
Departamento: Centro de Comunicação e Letras (CCL)
Programa: Letras
Citação: FRATRIC, Glauco Correa da Cruz Bacic. Epigramas e vozes: as autoconsciências em O retrato de Dorian Gray. 2016. 138 f. Tese (Letras) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/3027
http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/18170
Data de defesa: 26-Ago-2016
metadata.dc.bitstream.url: http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/3027/5/Glauco%20Corr%C3%AAa%20da%20Cruz%20Bacic%20Fratric.pdf
Aparece nas coleções:Letras - Teses - CCL Higienópolis

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